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Inflação dá sinais de força nos EUA, narrativa do bitcoin se fortalece

bitcoin e notas de dólar amassadas

Nestle SA, Colgate e diversas outras empresas já anunciaram aumento de preços nos Estados Unidos, a maior economia do mundo pode fortalecer a narrativa do bitcoin a um ponto de não retorno. 

“O aumento dos preços das commodities no último ano agora garante uma inflação mais alta dos preços dos bens neste verão.”

, afirmou John Mothersole, diretor da IHS Markit para a Bloomberg. 

Enquanto nesta segunda-feira, a Blackrock Investment Institute escreveu que acredita em uma inflação nos EUA um pouco abaixo de 3% entre 2025-2030, ressaltou que esses números podem mudar de acordo com o comportamento do mercado. 

O Índice Bloomberg de Commodities Spot, que acompanha 23 matérias-primas, subiu para seu nível mais alto em quase uma década.

Para os economistas do FED e para a Secretária do Tesouro Janet Yellen, a inflação será temporária e o presidente do Banco Central já afirmou estar confortável com a alta dos preços. 

Onde entra o bitcoin aqui?

Uma pesquisa do Bank of America mostrou que para os gestores de dinheiro, o aumento de preços como resposta a impressão histórica de dinheiro pelos bancos centrais encabeçaram o topo da lista de preocupações. 

A tese de que o FED continuará sua política monetária mesmo se a inflação superaquecer a economia foi explicada no podcast Bits Semanais #7 e faz muito sentido. Com taxas de juros baixas, aumento da base monetária e inflação chegando, os gestores precisam alocar seu capital em algum ativo que cresça mais rapidamente que estes fatores. 

E aí está o bitcoin, o melhor ativo da década, com limite de 21 milhões de moedas, protegido contra as ações do FED e uma peça cada vez mais fundamental na relação entre países. Até mesmo os bancos que estavam contra o bitcoin tiveram que adotá-lo, conforme previmos em diversos dos nossos podcasts e artigos. 

Com isso, a narrativa do bitcoin que é fundamentada pela escola austríaca de economia vai ganhando força entre as massas. Nesta terça-feira, a frase “imprimir dinheiro é roubar dos pobres” foi projetada no Banco da Inglaterra, considerado o primeiro Banco Central nos moldes modernos. 

Frase “Imprimir dinheiro é roubar dos pobres” é projetada no Banco da Inglaterra.

Geralmente, o aumento de preços afeta as classes mais pobres primeiro devido ao efeito Cantillon, mas em algum momento a Faria Lima/Wall Street sentirá no bolso, então poderemos ver mais empresas consolidando a narrativa do bitcoin como ouro digital e hedge inflacionário a um ponto de não retorno.

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