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Influenciadores: porque sua empresa deve olhar para eles Empreendedorismo

Influenciadores: porque sua empresa deve olhar para eles

Isac Honorato
Isac Honorato

Se você está se perguntando agora “O que são influenciadores digitais?” , você veio ao lugar certo. Como surgiram? Do que vivem? Como se reproduzem? Porque damos espaço para esse público? Todas essas perguntas vão ser respondidas e você vai entender como eles impactam na sua empresa.

Estamos em 2018 e hoje todo mundo tem um smartphone, isso é super normal, mas a 8 anos atrás não existia essa cultura de celular e mesmo assim há Apple lançava o primeiro iPhone. O Orkut reinava nessa época aqui no Brasil e o Facebook ainda é uma rede social restrita.

Mas de lá pra cá, muita coisa mudou no mundo. Depois que a maior economia do mundo viveu a crise de 2008 que se comparou com a grande recessão de 1929, todo o mercado mudou e nossa sociedade acompanhou.

Novas profissões, como surgiram

Você já ouviu a frase “Sua profissão vai morrer daqui a x tempo” ou “Isso que você faz hoje não existia na minha época”? Já deve ter ouvido, principalmente se você trabalha no meio digital.

Analista de SEO, Gestor de mídias sociais, especialista em marketing digital, desenvolvedor de aplicativos, UX Designer, motorista de Uber são alguns exemplos de profissões que surgiram com essa alta demanda de um novo mercado de tecnologia.

Com o crescimento absurdo das mídias sociais, pessoas começaram a influenciar na opinião de outras no que comprar, comer, vestir. Você nesse momento pode pensar “Eu sou um influenciador digital então? Porque eu tenho vários amigos no facebook que eu influencio na minha opinião”.  Sim mas não, calma, vou tentar explicar melhor.

Os influenciadores normalmente usam suas mídias como Youtube, Facebook, Instagram para atingir um público massivo que acompanha suas publicações e conteúdos. Influenciadores não necessariamente são apenas pessoas, pode ser marca, grupos, etc.

Influenciadores digitais

Hoje isso é considerado trabalho? Sim e muito, pessoas sobrevivem hoje somente com o que o mercado chama de Marketing de Influência e a internet proporcionou isso.

O Facebook tem quase 1,9 bilhão de pessoas, incluindo 1,2 bilhão de pessoas ativas todos os dias. Mais de 65 milhões de pequenas empresas usam o Facebook para se conectar com seus clientes ao redor do mundo (Dados de 2017). Isso sem contar usuários de Instagram, Whatsapp e Messenger.

Já pensou em atingir boa parte dessas pessoas de forma direta? Esse é o papel dos influenciadores. Um exemplo é o Whinderson Nunes, que tem um canal de humor no Youtube que conta com 31 milhões de seguidores e hoje é considerado o mais influente no brasil e segundo no mundo. Hoje ele é garoto propaganda da operadora de celular Oi com interações em propagandas, redes sociais das empresas e a particular. Uma das ações que ele participou no vídeo abaixo:


E isso tem impacto? Vale a pena esse investimento? Você mesmo pode responder essa questão. Quem hoje em dia não viu um produto em algum Stories do Instagram e ficou interessado em comprar? Nós vivemos isso no dia a dia, é mais fácil a comunicação, mas simples e direta e com uma alta taxa de engajamento.

Case do Spoleto

Um caso clássico de influenciadores é o do Spoleto, onde o canal de comédia Porta dos Fundos, fez um vídeo ironizando o atendimento deles que alcançou 400 mil page views em poucas horas depois de ir ao ar. Vídeo abaixo:

 

O vídeo tem um viés negativo, criticando a forma como é cliente é atendido na rede de fast-food. Nesse momento o Spoleto tinha duas opções: tratar como uma ofensa e retrucar ou usar isso a seu favor. Eles usaram, usaram muito bem.

O Spoleto ofereceu uma proposta de parceria com o Porta dos Fundos e sugeriu um patrocínio e alterou o nome do primeiro vídeo para Spoleto e produziu outros dois. Com isso eles tiveram a oportunidade de ativar o SAC da empresa na época, o que fez muita gente elogiar essa atitude, porque já tivemos muitos casos de empresas que retrucaram e na saia justa.

E quanto custa isso no bolso da empresa?

Cada influenciador tem seu preço e seu perfil de seguidores, a Selena Gómez por exemplo, é uma cantora americana de música pop e tem 141 milhões de seguidores e cobra aproximadamente US$550mil por publicação. O que ela tem de seguidor é mais que a população do México que hoje é aproximadamente 127,5 milhões de pessoas.

No Brasil os valores podem variar em média R$50 mil e R$ 150 mil para canais grandes e R$1 mil e R$ 5 mil para canais pequenos de acordo com a Forbes. O preço é muito variável, ele depende de “n” fatores como os custos do influenciador, escopo da campanha, exclusividade, valor da imagem, nicho específico.

Mas é um valor muito alto? Se olharmos para os dados que a Nielsen e a Forrest Research, em 2017, 74% dos consumidores dependeram das redes sociais para decidir uma compra e 84% se baseiam em opiniões de fontes confiáveis, esse valor é viável pela quantidade de conversão que ele pode trazer para seu produto ou serviço.

Porque sua empresa deve olhar para influenciadores

Isso acontece porque a internet deixa tudo mais próximo, é uma pessoa como você do outro lado testando ou usando determinado produto, o consumidor se identifica, criando um laço de confiança fazendo com que a opinião do influenciador tenha muito mais voz ativa e com credibilidade. Outro ponto é que os influenciadores usam os produtos e serviços contando sua experiência como consumidor.

Isso tudo é muito novo mas e a sua empresa? Já teve algum contato com algum influenciador? Já está pensando nisso?

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Isac Honorato
Isac Honorato

Editor e roterista do Conexão Satoshi e dos programas do Cointimes, eu fui responsável pela co-criação do Foxbit Educação, por todo o projeto de layout do Cointimes e do novo site da Foxbit. Sou nerd, designer, filmaker e especialista em marketing de conteúdo na Foxbit.

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