Emanuel Fabian, correspondente militar do Times of Israel, afirma estar sendo ameaçado de morte após informar que um míssil iraniano atingiu Beit Shemesh, uma cidade em Israel. A denúncia afirma que as ameaças foram feitas por usuários da Polymarket, um mercado de previsões descentralizado.
A fúria dos apostadores está ligada à conclusão de uma aposta sobre quais dias o Irã atacaria Israel usando drone, míssil ou ataque aéreo.
“Apostadores estão usando ameaças de morte para tentar fazer o correspondente militar do Times of Israel mudar seu relato sobre o impacto de um míssil no centro de Israel”, escreveu o jornal.
Apostas sobre conflito entre Israel e Irã na Polymarket. Fonte: Polymarket/Reprodução.
Jornalista diz ter demorado para entender de onde vinham as ameaças
Emanuel Fabian não apenas escreveu sobre o ataque iraniano ao solo israelense, como também publicou um vídeo do ocorrido nas suas redes sociais na última terça-feira (10).
“Não há relatos de feridos no mais recente ataque com mísseis balísticos do Irã contra Israel, o quarto registrado hoje. Segundo equipes de emergência, um míssil atingiu uma área aberta logo fora de Beit Shemesh, e imagens confirmam o impacto. Sirenes soaram em toda a região de Jerusalém, na Cisjordânia e em partes do sul de Israel.”
No injuries are reported in Iran’s latest ballistic missile attack on Israel, the fourth today.
One missile struck an open area just outside Beit Shemesh, first responders say and footage shows.
Sirens had sounded across the Jerusalem area, the West Bank, and parts of southern… pic.twitter.com/j6sovAsDwz
— Emanuel (Mannie) Fabian (@manniefabian) March 10, 2026
Nos comentários, um usuário com um “distintivo” da Polymarket, sinalizando ser usuário do site, questiona se existe algum vídeo do impacto, sendo que ele aparece nas imagens acima.
Fabian afirma ter recebido mensagens em outros locais, respondendo a todas, mas que demorou para entender o motivo de tantos contatos.
“Em relação à sua reportagem no Times of Israel que descreveu o lançamento de hoje como um ‘impacto’ — a Prefeitura de Beit Shemesh e o MDA (Magen David Adom) depois corrigiram seus relatos para esclarecer que o que caiu foi um fragmento de interceptor, e não um míssil completo”, disse uma pessoa chamada Aviv em e-mail enviado ao jornalista.
Em resposta, Fabian citou o Exército de Israel para concluir que se tratava de uma ogiva de míssil e não meros fragmentos.
“As imagens também mostram uma explosão enorme, de centenas de quilos de explosivos da ogiva. Normalmente, um fragmento não produz uma explosão desse porte.”
Na sequência, o jornalista recebeu outro e-mail pedindo para que seu artigo alterasse a palavra “míssil” para “fragmentos de míssil” ou “destroços do interceptor”. Isso porque tais definições não se enquadrariam como um ataque, o que mudaria o resultado da aposta.
Além disso, outras mensagens foram envi