Charlie Javice, uma cientista de dados formada pela Wharton School da Universidade da Pensilvânia, está no centro de um escândalo de fraude envolvendo o JPMorgan Chase. Em 2016, aos 24 anos, Javice fundou a empresa de assistência financeira “Frank” e, em 2021, convenceu o banco a adquiri-la por US$ 175 milhões. Após a aquisição, ela foi nomeada diretora-gerente do banco, mas foi demitida cerca de um ano depois, quando surgiram acusações de fraude.
Em 2022, o JPMorgan acusou Javice de inflar o número de usuários de seu aplicativo, alegando que ela pagou a um amigo, o professor e cientista de dados Adam Kapelner, para fabricar dados que convenceriam o banco a investir. Kapelner, que conheceu Javice na Wharton School, testemunhou que passou 22 horas criando linhas de código para representar usuários falsos, sem saber o propósito do projeto.
Javice também contratou Kapelner para integrar dados de clientes de outra empresa de marketing ao banco de dados da Frank, supostamente para encobrir suas ações fraudulentas. Agora, com 32 anos, Javice enfrenta acusações de fraude de valores mobiliários, fraude eletrônica, fraude bancária e conspiração, podendo pegar até 20 anos de prisão.