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Mercado de Criptomoedas em Ebulição: Bitcoin Ultrapassa US$ 108 Mil Impulsionado por ETFs e Adoção Institucional

Mercado de Criptomoedas em Ebulição: Bitcoin Ultrapassa US$ 108 Mil Impulsionado por ETFs e Adoção Institucional

O mercado de criptomoedas vive um momento de otimismo neste início de fevereiro de 2026, com Bitcoin (BTC) ultrapassando a marca de US$ 108 mil e Ethereum (ETH) operando acima de US$ 4.250. Os ganhos são impulsionados por influxos recordes em fundos negociados em bolsa (ETFs) de Bitcoin spot nos EUA e pela continuidade da adoção institucional, sinalizando confiança renovada no setor.

Bitcoin Quebra Resistência com Suporte de ETFs

O Bitcoin registrou alta de 2,1% nas últimas 24 horas, atingindo aproximadamente US$ 108.500. Segundo dados de gestoras como BlackRock e Grayscale, houve influxo de US$ 450 milhões em ETFs de Bitcoin spot apenas no dia 2 de fevereiro, reforçando a tendência de institucionalização do ativo.

Analistas da Ark Invest projetam que o Bitcoin pode atingir US$ 150 mil até o segundo trimestre de 2026, caso as aprovações regulatórias pendentes na União Europeia avancem conforme esperado. O índice de Medo e Ganância (Fear & Greed Index) está em 72 de 100, indicando sentimento altista moderado no mercado.

MicroStrategy Reforça Posição com Compra de 5 Mil BTC

A empresa de Michael Saylor anunciou a aquisição de 5 mil bitcoins por aproximadamente US$ 540 milhões, elevando suas holdings totais para 285 mil BTC. A ação da MicroStrategy (MSTR) subiu 8% no pré-mercado da Bolsa de Valores de Nova York, refletindo a confiança dos investidores na estratégia de tesouro em criptomoedas.

Esse movimento reforça a tendência de grandes corporações utilizarem Bitcoin como reserva de valor, similar ao ouro, em contexto de incerteza macroeconômica global e pressões inflacionárias.

Ethereum Avança com Upgrade Pectra e Novos ETFs

O Ethereum registrou alta de 1,8% nas últimas 24 horas, operando em torno de US$ 4.250. O avanço é sustentado por dois desenvolvimentos importantes:

Upgrade Pectra em Testnet: A rede de testes Holesky para o próximo hard fork Pectra foi ativada com sucesso às 01h30 UTC, otimizando a proposta EIP-7702 para contas abstratas. Os desenvolvedores preveem a ativação na rede principal para março de 2026. Como resultado, as taxas de gás em redes de camada 2 (L2) como Optimism caíram 15%.

ETF de Ethereum com Staking: O BlackRock lançou o ETF iShares Ethereum Trust com funcionalidade de staking, oferecendo rendimento estimado de 3-4% ao ano (APY). O produto atraiu US$ 120 milhões em inflows na primeira hora de abertura no mercado europeu, intensificando a competição com o ETF de Ethereum da Fidelity.

DeFi Experimenta Boom com TVL Acima de US$ 200 Bilhões

O valor total bloqueado (TVL) em protocolos de finanças descentralizadas (DeFi) ultrapassou US$ 200 bilhões, com adição de US$ 5 bilhões apenas nas últimas 12 horas. Plataformas como Aave e Uniswap lideraram os ganhos, impulsionadas por rendimentos elevados em stablecoins após o pivô da Reserva Federal em direção a cortes de juros.

A dominância do Ethereum no ecossistema DeFi subiu para 58%, consolidando sua posição como principal plataforma para aplicações financeiras descentralizadas.

Contexto Regulatório e Geopolítico

O mercado de criptomoedas continua evoluindo em um ambiente regulatório cada vez mais estruturado. A União Europeia finalizou a fase 2 da MiCA (Markets in Crypto-Assets), expandindo regras para stablecoins algorítmicas e DeFi, com exigência de reservas 1:1 auditadas para emissões acima de €100 milhões.

Nos EUA, a nova administração sinalizou uma postura mais favorável à inovação em criptomoedas, com a SEC aprovando ETFs de altcoins como Solana. Essa abertura regulatória contrasta com a posição mais restritiva da China, que mantém ban total sobre criptomoedas, embora Hong Kong continue como hub regional com licenças para mais de 50 exchanges.

Em contexto geopolítico, criptomoedas ganham relevância como ferramenta de diversificação de reservas monetárias. El Salvador aprovou lei em fevereiro de 2026 adotando Bitcoin como reserva estratégica, enquanto o Brasil regula o setor via CVM e Banco Central, com volume de R$ 50 bilhões.

Desenvolvimentos Tecnológicos Importantes

Ethereum Dencun Upgrade: O hard fork Dencun foi totalmente ativado no Ethereum, implementando “blobs” para dados de rollups. Isso reduziu custos de transação em redes de camada 2 em até 90%, caindo de US$ 0,50 para US$ 0,05 por transação.

Bitcoin Quantum-Resistant: O Bitcoin Core versão 28 foi anunciado com integração de assinaturas Lamport para proteção contra ameaças quânticas futuras, reforçando a segurança de longo prazo da rede.

Ripple Vence Apelação: O tribunal de apelações confirmou que XRP em exchanges secundárias não é um security, reduzindo a multa da SEC para US$ 50 milhões. A decisão impulsionou XRP 12% para US$ 2,80 e acelerou parcerias bancárias para remessas internacionais.

Perspectivas para os Próximos Meses

O mercado de criptomoedas atingiu capitalização de mercado de US$ 3,2 trilhões, com crescimento de 8% no mês. Analistas apontam que a aprovação de ETFs de altcoins e a continuidade de cortes de juros globais podem sustentar a tendência altista.

No entanto, riscos geopolíticos persistem. Tensões comerciais entre EUA e China, conflitos no Oriente Médio e instabilidades econômicas em mercados emergentes podem causar volatilidade. O índice de dominância do Bitcoin permanece em 58%, indicando distribuição equilibrada entre BTC e altcoins.

Conclusão

O início de fevereiro de 2026 marca um período de consolidação e otimismo no mercado de criptomoedas, com Bitcoin e Ethereum liderando ganhos sustentados por adoção institucional, aprovações regulatórias e desenvolvimentos tecnológicos. A convergência de fatores macroeconômicos, como perspectivas de cortes de juros e busca por diversificação de reservas, reforça a relevância crescente dos ativos digitais na economia global.

Investidores e analistas monitoram atentamente os próximos passos regulatórios, especialmente na União Europeia e nos EUA, que continuam definindo o rumo do setor. A volatilidade permanece como característica inerente do mercado, exigindo cautela e análise fundamentada de quem participa desse ecossistema em transformação.

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