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Mesmo prevendo risco de inflação, diretora do FMI não entende o Bitcoin como dinheiro

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Em um discurso virtual na Bocconi University, ontem (05), Georgieva citou riscos associados à dívida e à inflação para explicar por que o crescimento econômico mundial em 2021 cairá abaixo da projeção de julho de 6%. Mesmo sabendo disso, a diretora ainda acha difícil pensar no Bitcoin como dinheiro. 

Para ela, as moedas digitais lastreadas por bancos centrais (CBDCs) são a forma mais confiável de dinheiro digital. 

Eu falo ou você fala? 

Pressões inflacionárias ainda afetarão países emergentes, segundo FMI

A chefe do FMI, Kristalina Georgieva, disse nesta terça-feira (5) que o Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que o crescimento econômico mundial em 2021 cairá ligeiramente abaixo de sua projeção de julho de 6%, citando riscos associados à dívida, inflação e divergências econômicas na esteira da pandemia de Covid-19.

Georgieva disse que a economia global está se recuperando, mas a pandemia continua limitando a recuperação. 

No discurso virtual na Bocconi University, na Itália, ela afirmou que o relatório “Perspectiva Econômica Global” à ser lançado na próxima semana prevê o retorno das economias avançadas aos níveis de produção econômica pré-pandemia até 2022, mas a maioria dos países emergentes e em desenvolvimento levarão “muito mais anos” para se recuperar.

“Enfrentamos uma recuperação global que permanece ‘prejudicada’ pela pandemia e seu impacto. Não conseguimos seguir em frente de maneira adequada – é como andar com pedras nos sapatos”, disse ela.

As pressões inflacionárias, um importante fator de risco, devem diminuir na maioria dos países em 2022, mas devem continuar afetando algumas economias emergentes e em desenvolvimento, disse ela, alertando que um aumento sustentado nas expectativas de inflação poderia causar um rápido aumento nos juros e condições financeiras mais apertadas.

Diretora do FMI não entende o Bitcoin

Durante o discurso de ontem, Georgieva ainda comentou sobre as CBDCs, afirmando que as moedas digitais lastreadas por bancos centrais são a forma mais confiável de dinheiro digital. Ao mesmo tempo em que acredita ser difícil pensar o Bitcoin como dinheiro. 

De acordo com Georgieva, uma consideração importante é se as moedas digitais apoiadas pelo estado podem servir como meio de troca de confiança do público. Por isso, como diretora do FMI ela apresenta outras questões que os formuladores de políticas precisam responder, sobre como os CBDCs podem contribuir para a estabilidade econômica doméstica, e como eles se encaixam nas estruturas regulatórias internacionais introduzidas por organizações como o Banco de Compensações Internacionais (BIS). 

O BIS Innovation Hub está liderando vários projetos para testar o uso de moedas digitais emitidas pelo estado em transações internacionais. Em referência à essa cooperação entre organizações financeiras internacionais e autoridades monetárias nacionais em relação aos CBDCs, Kristalina Georgieva afirmou ainda: 

“[É] muito impressionante o quanto a comunidade internacional, os bancos centrais e instituições como a nossa estão agora ativamente engajados para garantir que, neste mundo de digitalização em rápida mudança, o dinheiro seja uma fonte de confiança e ajude o funcionamento da economia, ao invés de [ser] um risco.”

A diretora do FMI enfatizou que vê as moedas digitais emitidas pelos bancos centrais como a forma mais confiável de dinheiro digital, ao mesmo tempo que acha difícil pensar em criptomoedas como dinheiro.

“Ativos de fato” como o bitcoin não são apoiados por ativos que mantêm seu valor estável e podem subir e cair drasticamente, elaborou Georgieva, insistindo: 

“Na história do dinheiro, é difícil pensar neles como dinheiro.”

Por conta do envolvimento do FMI em projetos para testar o uso de CBDCs, a fala de Kristalina Georgieva, que valoriza as moedas centralizadas ao invés da alternativa descentralizada como as criptomoedas, parece enviesada. Contudo, declarações institucionais como esta mostram também o impacto do mercado de criptomoedas sobre as bases do sistema monetário tradicional.    

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