Uma nova pesquisa feita pelo IBGE mostrou as mazelas da renda no Brasil, os números são assustadores e refletem as irresponsabilidades econômicas das últimas décadas.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) que vem sendo feita desde 2012, indicou que mais de 104 milhões de brasileiros vivem com menos de 0,011 bitcoins ou R$413 mensais na cotação Foxbit.

Mas a situação mais preocupante é dos 10,4 milhões de brasileiros que vivem com menos de 0,00151967 bitcoins ou R$51 mensais!

Do outro lado, vemos o 1% mais rico – apenas 2,1 milhões de pessoas – com uma renda média de R$16.297. Os números são alarmantes.

Os números mostram que a renda no país cresceu entre 2017 e 2018, mas a renda dos 5% mais pobres caiu 3,8% e a do 1% mais rica cresceu 8,2%. Ou seja, os mais pobres ficaram mais pobres e os mais ricos ainda mais ricos.

O problema não é a desigualdade

O coeficiente de Gini da renda domiciliar per capita, criado para medir a desigualdade social, aumentou de 0,538 em 2017 para seu máximo histórico de 0,545 em 2018.

índice de gini pobreza

Olhando os dados, podemos achar que o grande problema está na enorme desigualdade social, que cresceu absurdamente após a recessão econômica brasileira.

Entretanto, o problema não é a desigualdade e sim o aumento da pobreza. Como assim? Bom, a Venezuela, segundo o índice de Gini, tem uma distribuição de renda melhor do que o Chile. Mas sabemos que o Chile é muito mais rico e tem menos pessoas na pobreza.

gini na América Latina pobreza
Fonte – Cepal: Panorama Social da América Latina

O fato de um país ser desigual não significa necessariamente que a população vive abaixo da linha da pobreza ou em condições econômicas difíceis.

Acontece que no Brasil a pobreza está crescendo, conforme indica a pesquisa da ONU – Panorama Social da América Latina – que identificou o aumento de 1,5% na pobreza entre 2016 e 2017.

Apesar da pobreza ter aumentado no Brasil, nunca a humanidade como um todo esteve tão longe da extrema pobreza. Em 1800 cerca de 89% da população vivia na extrema pobreza, hoje esse número representa menos de 10% da população mundial.

extrema pobreza no mundo

Sendo que a linha da pobreza foi delimitada pelo Banco Mundial em aproximadamente 0,00023235 bitcoins ou 1,99 dólar.

Ou seja, enquanto a máquina econômica não começar a andar, uma boa parte dos brasileiros vai continuar vivendo com apenas 0,011 bitcoins.