A Marathon Patent Group em conjunto com a DMG Blockchain Solutions se uniram para formar a Digital Currency Miners of North America (DCMNA), a primeira cooperativa de mineradores de bitcoin dos Estados Unidos criada para censurar “transações ilegais”, de acordo com comunicado oficial das empresas envolvidas.

“Estamos tremendamente orgulhosos de liderar o lançamento da DCMNA, uma organização sem fins lucrativos, cujo primeiro mandato é trazer aos seus membros uma grande melhoria nas operações de pool de mineração, licenciando o pool Blockseer para servir nossos membros da mineração norte-americana.”

– afirmou a Marathon.

A iniciativa é a continuação da ideia do DMG em criar uma pool completamente regulada pelo governo dos Estados Unidos com o recém-criado “Know Your Hash”, pretendendo seguir as regras do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC). Para atingir esses resultados, a cooperativa contará com softwares de análise de blockchain que decidirá se uma transação é legal ou não. 

“Usando as tecnologias de patente proprietárias da DMG, o pool também criará blocos de transações que omitem especificamente quaisquer transações consideradas arriscadas pela Walletscore e que podem não atender aos padrões ofac. Como resultado, os mineiros norte-americanos que são membros do DCMNA reduzirão o risco dos blocos que mineram contendo transações ligadas a atividades criminosas ou terroristas.”

A cooperativa afirma que contará com mais de 7,6% do hashrate da rede do Bitcoin nos níveis atuais, após a entrega de todas as mineradoras de BTC encomendadas da gigante chinesa Bitmain. 

Lobby no governo para censurar transações de bitcoin?

A DCMNA anunciou que tentará influenciar o governo dos Estados Unidos em nome dos seus membros associados e deixou clara as intenções de tornar o software de monitoramento ubíquo para todos da cooperativa.


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 “A DCMNA também atuará como um grupo unificado para pressionar órgãos governamentais e reguladores em nome de sua adesão”

afirmou o comunicado

Apenas a Marathon já conta com uma montanha de dinheiro para influenciar o congresso dos EUA, onde o lobby é legalizado. Segundo um comunicado publicado no Yahoo, a Marathon fechou o ano com uma captação de US$200 milhões e totalizou US$217 mi em dinheiro no caixa. 

Entretanto, a comunidade de bitcoin reagiu e muitos dizem que o BTC conta com as ferramentas necessárias para combater este tipo de ataque. 

Soluções para a censura na rede

“O Bitcoin foi projetado para fornecer ferramentas para os usuários resistirem a esse tipo de ataque. As vítimas da censura são capazes de colocar taxas mais altas de mineração em suas transações”, comentou o bitociner Belcher. 

Outra possibilidade aventada é o uso da Stratum V2, uma tecnologia que dá mais poder para os mineradores individuais, mas ela ainda está em fase de testes segundo a empresa Braiins – desenvolvedora do protocolo.

Já outros membros da comunidade de criptomoedas são mais pessimistas quanto ao futuro do Bitcoin. Para o desenvolvedor Ricardo Spagni a tendência veio para ficar e é apenas uma questão de tempo para que a filtragem de transações se espalhe pela rede Bitcoin.

“É apenas uma questão de tempo até que a maioria dos pools de mineração de Bitcoin sejam forçados a fazer essa filtragem de transações”

– afirmou Ricardo, desenvolvedor do projeto Tari.

Qual a sua opinião sobre essa nova cooperativa? Você vê outras possibilidades para os bitcoiners se defenderem de uma possível censura na rede? Deixe sua opinião nos comentários.

Veja também: Como minerar Bitcoin? Como funciona a mineração?


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