Após a Tesla retirar o bitcoin como meio de pagamento devido a preocupações ambientais, Elon Musk diz que gostaria de dar all-in em Dogecoin continuando a crítica ao bitcoin em seu perfil no twitter. 

Peter McCormack, host do podcast WhatBitcoinDid e grande influenciador da comunidade de bitcoin, fez uma série de tuítes sobre os atos de Elon Musk e da sua empresa em relação ao Bitcoin. 

As críticas foram incisivas, principalmente com as atitudes do bilionário sobre o apoio a Dogecoin. Para Peter, “quando o tapete puxar, e ele vai puxar, os donos de Doge estarão segurando nada além de um saco de me** de cachorro. Eles perderão dinheiro e muitos terão investido porque não tiveram tempo de fazer o trabalho duro e acreditarão em você.”

Veja também: Conheça a história do Dogecoin, o meme mais valioso do mundo

Ele vai além, xinga o dono da Tesla e afirma que “o bitcoin é a única criptomoeda significativamente descentralizada que serve para resolver problemas causados pelo banco central.”

Elon Musk vai dar all-in em doge?

Em resposta aos comentários de “Peter McObnoxious”, Musk afirma que threads como essa fazem com que ele queira dar all-in em Dogecoin, ou seja, comprar tudo que tem na criptomoeda meme. Apesar de todo o desentendimento na comunidade cripto, a Tesla ainda mantém sua posição comprada em bitcoin.   

A crítica sobre os impactos ambientais da rede do bitcoin ainda parece bastante fundamental para ele. E mais do que isso, logo abaixo do tweet, ele condena mais uma questão bastante cara aos bitcoiners: a descentralização da moeda. 

Elon Musk destaca um recente acidente na mina de carvão de Xinjiang, na China, para argumentar o quão prejudicial ao meio ambiente pode ser a cadeia de suprimentos do Bitcoin. 

Ele cita um artigo da Fortune que faz uma ligação entre o alagamento de uma mina de carvão nessa região da China com a queda do “hash rate” da criptomoeda. O autor cita o economista Alex de Vries do site Digiconomist, que fez uma correlação entre a inundação na mina de carvão e a queda no poder de mineração em 35%. 

Correlação espúria? 

Contudo, a análise de Vries pode ser apenas uma correlação espúria. A correlação espúria acontece quando duas variáveis não relacionadas são percebidas como, seja pelo acaso ou por um terceiro fator. Por exemplo, existe correlação entre o número de pessoas afogadas por cair em uma piscina com o número anual de filmes que o ator Nicolas Cage aparece? Aparentemente sim.

Correlação espúria entre afogamentos e  filmes do Nicolas Cage.
Fonte: https://www.tylervigen.com/spurious-correlations

Notícias dos sites chineses 8BTC e Wu Blockchain, afirmaram que parte dos blackouts na semana foram causados por inspeções de segurança governamentais.

 Além disso, a China está passando por uma estação de seca, onde a energia limpa e barata das hidrelétricas usada pelos mineradores acaba sendo trocada por carvão temporariamente, como acontece de vez em quando no Brasil. Muitos mineradores trocam de região em busca de energia mais barata, a migração também pode ter ajudado na queda do hash rate. 

Fora todos os fatores acima, tivemos queda no preço do bitcoin, que já era esperado após o IPO da Coinbase. 

Gráfico semanal do Bitcoin
Gráfico semanal do Bitcoin via CoinMarketCap

Ou seja, concluir com certeza que 35% da mineração vem do carvão baseado apenas em um acontecimento é algo extremamente simplista. 

A discussão sobre os impactos ambientais do bitcoin parece que ainda não acabou. Provavelmente teremos mais estudos e dados para futuramente pensarmos em soluções.

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