Fazem quase dois meses que o Bitcoin está na faixa de preço entre os 9.000USD e os 10.000 USD, e para muitos analistas do mercado, ele está se tornando um ativo “chato”, pois não apresentou nenhuma definição em relação ao seu preço e parece estar indeciso assim como o mercado norte-americano.

A indecisão existe em ambos os mercados fez com que eles crescessem sua correlação ainda mais essa semana, atingindo patamares semelhantes aos do início da crise do COVID-19, quando os mercados (criptoe norte-americano) bateram recorde de correlação.

Em contrapartida, o comportamento do Bitcoin se afasta cada vez mais do Ouro, com uma correlação decrescente desde o fim do auge do COVID-19, o que reforça a tese que o ouro e o Bitcoin não se correlacionam em momentos de estabilidade de mercado.

Além disso, a falta de movimentação do mercado de criptomoedas está deixando o Bitcoin cada vez menos volátil. Atualmente, o BTC atingiu o mesmo índice de volatilidade de março de 2019 (um dos menores de sua história), quanto o ativo estava na região dos 4.000 USD e em poucos dias atingiu os 5.000 USD. Dessa maneira, a criptomoeda caminha para atingir a menor volatilidade de sua história caso o mercado permaneça assim nas próximas duas semanas!

O impacto da baixa volatilidade no mercado de criptoativos é claro, com o volume negociado de Bitcoin sendo o menor nos últimos seis meses na Coinbase, o que implica em um altíssimo risco de manipulação de mercado, que pode, eventualmente, desconfigurar diversas análises de curto prazo.

Mas não é apenas de estabilidade e estagnação que o mercado de criptomoedas está vivendo nessas últimas semanas. De acordo com pesquisas, tanto do The Block quanto da Deloitte, o uso de Blockchain no setor privado nunca esteve tão em alta, com destaque para ativos como Hyperledger e Ethereum, o que pode significar algo bastante positivo no longo prazo para as criptomoedas.

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