Nesta segunda-feira (21), as autoridades chinesas da província de Sichuan ordenaram o fechamento de 26 fazendas de mineração. Tal fato levou a taxa de hash ao menor valor em 6 meses e fez a cotação do Bitcoin derreter cerca de 10%.

Quando falamos sobre China e Bitcoin é sempre difícil delimitar uma linha de coerência ideológica, afinal, como uma atividade econômica que se baseia em um ativo cujo a tese se baseia em liberdade conseguiu prosperar em uma das nações mais intervencionistas e totalitaristas do mundo?

Embora não seja coeso ideologicamente, é fato que ser o berço da mineração global de bitcoins tem seu lado positivo do ponto de vista do governo chinês. Além de deter um fluxo de capital considerável, a demanda ocasionada pela mineração estimula o desenvolvimento da indústria de hardware chinesa e fomenta a criação de diversos empregos diretamente e indiretamente.

Boa parte da mineração Chinesa é localizada na província de Sichuan, a mesma que está sendo alvo das ordens governamentais de regulação e de fechamento. Isso se deve à hidroeletricidade barata fornecida na região, que abriga a terceira maior hidrelétrica do mundo, construída no rio Jinsha.

A eletricidade em excesso proporcionada pelas usinas hidrelétricas e termelétricas atuando juntamente com a maior população do mundo, ocasionou inegavelmente uma centralização do poder computacional da rede de Bitcoin. Mesmo que existam mecanismos intrínsecos ao código do Bitcoin para deter a centralização do hash, eles não foram páreos aos chineses.

Queira a rede ou não, a relação entre BTC/China chega a ser tão íntima que a RMB (moeda fiduciária chinesa) é a moeda fiduciária com maior correlação estatística, com números girando em torno de 84%.

Tudo isso nos aponta um claro problema existente no cenário de mineração mundial que coloca em cheque o funcionamento do Bitcoin: a centralização.

A FUGA DA CHINA E SEU IMPACTO POSITIVO

Como já tratado em matérias anteriores, de uma perspectiva futura e geral é incontestável que o fenômeno de fuga de poder computacional da China é positivo para a rede. Embora proporcione quedas momentâneas e muito FUD (Medo, Incerteza e Dúvida), a descentralização proporciona o endurecimento e rigidez da rede do Bitcoin a eventuais blackouts e instabilidades políticas.

No dia 19 de abril deste ano houve um blackout na província chinesa de Xinjiang, devido a inspeções de segurança, essa vistoria derrubou a taxa de hash da rede em 40% e fez a cotação do Bitcoin cair 14%. Portanto é inegável que a centralização gera fraquezas na rede, fraquezas essas que não devem existir em um futuro próspero da criptomoeda.

Logo, acalme os seus ânimos, não é o fim do mundo e nem perto disso, é um começo de uma nova realidade na qual o Bitcoin se torna ainda mais resistente às mais diversas instabilidades existentes no mundo. Este processo só tem a agregar em uma perspectiva de longo prazo.

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O conteúdo O lado positivo da ofensiva chinesa à mineração aparece primeiro em BlockTrends – Blockchain | Investimentos | Economia.

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