A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCRJ) deflagrou na segunda-feira (8) uma operação para combater delitos contra o público infantojuvenil, com o alvo da ação sendo um investigado por armazenar arquivos com cenas de abuso em dispositivos eletrônicos.
Os agentes de segurança contaram com o apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) para rastrear as atividades do suspeito na internet. Além disso, a força-tarefa teve a participação da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
A estratégia do grupo de proteção focou em pessoas com envolvimento na aquisição e no compartilhamento de mídias criminosas em ambientes digitais. Os policiais encontraram indícios do uso de recursos de tecnologia para a disseminação do conteúdo em áreas de acesso restrito.
Rastreamento de criptomoedas guia operação no Rio de Janeiro
As apurações financeiras conduzidas pelas autoridades identificaram movimentações de capital feitas por meio de criptomoedas. Desta forma, a análise dos pagamentos digitais permitiu o aprofundamento das buscas para responsabilizar o indivíduo pelo crime cometido.
Os investigadores localizaram o homem no bairro de Jacarepaguá com diversos equipamentos eletrônicos em sua posse. A equipe policial realizou uma inspeção nos aparelhos e encontrou centenas de registros em formato de mídia com os abusos.
O cenário configurou uma prisão em flagrante devido à grande quantidade de material pornográfico com crianças e adolescentes. A infração penal enquadra o suspeito no artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
“A Operação Dark Chain evidencia a importância da integração entre as polícias judiciárias e os órgãos especializados em inteligência e investigação cibernética no enfrentamento aos crimes praticados contra crianças e adolescentes no ambiente digital. A cooperação entre as instituições fortalece a capacidade de identificar autores, rastrear ativos digitais e produzir conhecimento técnico voltado à proteção de grupos vulneráveis“, disse o MJSP em nota.
Integração entre polícias fortalece proteção no ambiente digital
A legislação brasileira tipifica como conduta criminosa a atitude de adquirir ou armazenar materiais com cenas de sexo explícito de jovens. Tais punições buscam afastar os infratores do convívio social e proteger as vítimas vulneráveis em nossa sociedade.
O trabalho em conjunto entre a PCRJ e os órgãos federais demonstra a capacidade do Estado de enfrentar os delitos cibernéticos. Esse rastreio de transferências com criptomoedas mostra o nível de preparo das equipes na produção de conhecimento técnico de segurança.
Os agentes de inteligência seguem com as análises do material apreendido para identificar outras pessoas com ligação ao caso. A meta central é desmantelar por completo a rede de compartil