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Partido Libertário boicota Mercado Bitcoin, exchange não é inclusiva?

libertários na rua

O Partido Libertário brasileiro começou uma campanha de boicote contra a corretora Mercado Bitcoin.

Com um passado obscuro e uma das maiores taxas de negociação do mercado brasileiro de criptomoedas, o Mercado Bitcoin resolveu inovar nas suas políticas de gênero e gerou revolta nas redes sociais. 

Boicote ao Mercado Bitcoin?

A corretora, co-fundada por Leandro Marciano César – criador do esquema BitcoinRain que alegadamente sumiu com R$2,8 milhões em bitcoin segundo o site BlockNews (confira toda a história aqui) – resolveu usar o pronome de gênero neutro em sua comunicação de e-mail como podemos ver abaixo:

Isso revoltou alguns usuários mais conservadores e principalmente o Partido Libertário que declarou:

Mercado Bitcoin, vamos boicotar SIM. Ideologia de gênero e novilingua progressista não tem espaço no meio libertário.

Não obstante, defendemos a liberdade sexual, a liberdade de falar groselha arbitraria (amigx) e defendemos o direito de BOICOTAR empresas oportunistas embarcando na onda progressista.”

O Partido Libertário brasileiro (LIBER) é uma organização política em formação, conforme definido pelo TSE. O partido defende a economia de mercado, a livre iniciativa e é contra pautas consideradas “marxistas”. 

Progressismo? Ou só oportunismo?

Será que a auto-declarada maior exchange do país está sendo oportunista? Fomos verificar os dados para deixar você decidir.

Dos 160 funcionários indicados pelo LinkedIn, nós conseguimos contar apenas 7 negros (talvez alguns colaboradores possam estar de fora do LinkedIn). Se o dado se confirmar, isso significa que apenas 4% da empresa tem características negroides. 

Olhamos a ‘timeline’ da corretora nos últimos 6 meses e nada vimos sobre qualquer iniciativa de inclusão para a comunidade LGBTQIA+, para inclusão racial e apenas 1 vídeo sobre inclusão feminina no mercado de critpoativos.

Vale notar que a comunicação usando o gênero neutro também não foi respeitada, como podemos ver abaixo:    

Resposta do Mercado Bitcoin:

Entramos em contato com a empresa para confirmar os dados coletados na rede social, entretanto,  eles não tinham esses números – apesar de ser a mais antiga corretora de btc do Brasil em operação. 

Perguntamos quais as ações afirmativas de inclusão além do pronome de gênero neutro em seu e-mail, ao que a exchange respondeu:

O Mercado Bitcoin sempre foi a favor da diversidade e adotar esse tipo de comunicação é apenas um reflexo dessa política.

A aplicação da pesquisa de diversidade está prevista para janeiro/21, momento em que os próprios colaboradores se identificarão/ classificarão e só então poderemos levantar os percentuais.” – afirmou a corretora.

Toda inclusão é bem-vinda, mas desde que não seja apenas da boca para fora. Onde estão as políticas afirmativas da auto-declarada maior corretora de ativos da América Latina? Fica a lição também para as outras corretoras de ativos digitais. É claro que precisamos de mais diversidade e inclusão em todos os mercados. 

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