Durante a crise do coronavírus, o partido NOVO resolveu criar uma espécie de “Bolsa Família privado”, angariando fundos através de doações para distribuir cartões pré-pagos e recarregáveis, com o valor inicial de R$ 200,00 para quem mais precisa. O projeto foi nomeado “Colabora Agora”.

Os cartões podem ser recarregados remotamente sem logística adicional de entrega, e segundo o site mais de 85% já foram recarregados. Os valores podem ser gastos pelas famílias da maneira que acharem melhor, seguindo a premissa de que os indivíduos sabem melhor quais são suas necessidades.

Cartão Credicard do Colabora Agora
Cartão Credicard limpo, como apresentado no site oficial do Colabora Agora

Além disso, os cartões são criados com parceiros e líderes comunitários, juntamente da instituição Phi – Filantropia Inteligente, do Banco Itaú e Credicard, além do G10 Favelas e Grupo Sal, que, em parceria com voluntários, farão a distribuição dos cartões.

Dados de arrecadação do Colabora Agora

“Nosso objetivo é emitir 20 mil cartões e realizar 2 cargas adicionais  de R$ 200,00 atendendo assim cerca de 100 mil pessoas.” – João Amoêdo, no Twitter

Manifesto Colabora Agora

Contudo, o Partido Novo não se coloca contra uma renda básica governamental para quem vive na miséria, como esclarece uma publicação no Facebook. No mesmo post, o partido chama a proposta de renda universal de “sem sentido”, alegando que não haveria recursos para pagar um certo valor para todo mundo.

A proposta de renda universal, conhecida no exterior como UBI (Universal Basic Income) já foi defendida pelo pré-candidato à presidência dos EUA e pró-Bitcoin Andrew Yang, que logo desistiu de sua candidatura.

Renda Brasil deve substituir Bolsa Família e outros programas sociais

Enquanto isso, o governo federal se prepara para substituir o Bolsa Família pelo Renda Brasil, que deve pagar de R$250 a R$300. Com ele, o governo quer expandir a cobertura do programa social e aumentar o valor pago, que hoje é entre R$100,00 e R$50,00.

“O auxílio vai começar a descer e vai aterrissar no renda básica. Vai juntar o abono salarial, o Bolsa Família, mais dois ou três programas focalizados e vai criar o Renda Brasil. E vai ser acima do Bolsa Família. Amplia a base, são os 26 milhões do Bolsa Família mais os 10 milhões de brasileiros que eram invisíveis. E vamos ampliar também a cobertura”, destacou Guedes.

Entretanto, Guedes quer diminuir o Renda Brasil por meio da geração de empregos, para isso ele quer dar suporte para quem quiser começar a trabalhar e não quer perder o suporte assistencial do Estado:

“Quando cair, o brasileiro vai para o Renda Brasil. Mas queremos estimular ele a trabalhar de novo e sair do programa assistencial. O medo das pessoas de sair para começar a trabalhar era perder o Bolsa Família. Mas nós vamos fazer a conversão instantânea. Se não conseguir levantar e cair de novo, garante o Bolsa Família. Se conseguir, quer estimular”, disse Guedes.

E aí, você acha positiva a medida do Novo? E o Renda Brasil do Paulo Guedes? Deixe nos comentários sua opinião.