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O ministro da economia, Paulo Guedes, discursou durante comissão no Congresso Nacional sobre as ações do governo durante a pandemia e disse que a privatização do Sistema Único de Saúde (SUS) seria uma “insanidade”. E que o sistema “Jamais esteve sob análise a privatização”.

Guedes afirma ter ficado espantado com toda a repercussão negativa do projeto e afirmou que tudo isso não passa de uma guerra de narrativas: 

Essa guerra ideológica de narrativas prejudica o país. A narrativa é tão violenta. Quem é maluco de acabar com o acesso universal? A luta é o contrário. Queremos aumentar o acesso universal. […] [O SUS] É uma rede descentralizada de atendimento de saúde pública

Vídeo do canal TV Senado em comissão sobre Covid-19


A publicação do decreto 10.530 foi muito criticada pelos defensores do SUS, porém o presidente também sofreu duras críticas após a revogação do texto que claramente não se tratava de uma privatização. 

O que houve foi uma consulta para se fazer um estudo para que a iniciativa privada construa, mantenha e opere Unidades Básicas de Saúde, que continuariam gratuitas.

Muitos ainda salientaram que presidentes anteriores, como a própria Dilma Rousseff, já haviam defendido decisões semelhantes para a criação de parcerias público-privadas na área da saúde, E que a revogação do decreto significou falta de coerência por parte do presidente.

O ministro também afirmou ser contra a vacinação obrigatória:

Eu sou um liberal. Acredito que a vacina é uma decisão voluntária. Se o sujeito preferir ficar em casa trancado, não trabalhar, não ter contato com a mulher, com filho, o problema é dele. Se ele quer sair e tomar três vacinas, ele toma.

Agenda de privatizações

O segundo ano do governo Bolsonaro está chegando ao fim, e um total de zero estatais foram privatizadas. Apesar das muitas parcerias-público privadas terem sido fechadas através do Programa de Parceria e Investimentos (PPI) por meio de concessões e venda de subsidiárias, nenhuma estatal se tornou completamente privada.

O principal motivo para isso foi a decisão tomada no início de 2019 pelo Supremo Tribunal Federal, que exigia a aprovação do Congresso para a privatização de estatais. Com essa medida, privatizar tornou-se uma tarefa muito mais difícil.

A questão se agravou ainda mais com a saída de Salim Mattar, um importante nome do governo na secretaria de desestatização.

E aí, você acha que Paulo Guedes vai conseguir sua meta de arrecadar R$ 1 trilhão em privatizações? Deixe seu comentário abaixo.

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