A Polícia Federal (PF) prendeu vários membros de uma organização criminosa durante a Operação Lauandi, que praticavam ataques hackers contra empresas, pessoas e o Estado brasileiro. A justiça federal autorizou a apreensão de criptomoedas e outros ativos do grupo. Esta operação é um desdobramento da Operação Apateones, realizada em março de 2023, que investigava fraudes ao auxílio emergencial.
Na Operação Lauandi, 17 mandados de busca e apreensão foram cumpridos, principalmente no Estado de São Paulo, em cidades como Sorocaba, Votorantim, Ibiúna, Paulínia, Marília e Peruíbe, além de Imperatriz (MA). A organização criminosa era especializada em fraudes cibernéticas, falsificação de documentos, estelionato e lavagem de dinheiro.
A PF destacou que o grupo tinha uma operação estruturada, com apoio de um contador para movimentar valores ilícitos em empresas de fachada no sistema bancário brasileiro. As investigações indicam que o grupo obteve elevados ganhos ilícitos a partir de fraudes e comercialização de dados pessoais, utilizando estratégias para dificultar a ação das autoridades.
Os investigados podem responder por crimes de falsificação de documentos, lavagem de dinheiro, estelionato e organização criminosa, com penas que podem ultrapassar 30 anos. Durante a operação, foram apreendidos dispositivos eletrônicos, telefones celulares, documentos, veículos, dinheiro em espécie, cartões bancários em nome de terceiros e materiais para falsificação de documentos. Também foram cumpridas ordens de sequestro de bens, bloqueio de contas bancárias e custódia de criptoativos. As investigações continuam para apurar o mecanismo e outros possíveis envolvidos.