Cointimes

Polícia Civil prende “CEO” e insider de grupo hacker que roubava bancos e corretoras de criptomoedas      

 A Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS) deflagrou na terça-feira (4) a quarta operação contra um grupo de hackers no Brasil que praticavam o roubo cibernético em bancos e corretoras de criptomoedas, mirando agora o “CEO” e um “Insider”. Assim, a Operação Medici Umbra IV – CEO e Insider teve como alvo desarticular a hierarquia dos criminosos. Além disso, o responsável por fornecer dados bancários aos hackers também entrou na mira das autoridades na atual fase da investigação. A Delegacia de Repressão aos Crimes Patrimoniais Eletrônicos (DRCPE/Dercc) que comandou a operação indica que a estrutura dos criminosos atuava em âmbito nacional. Desta forma, praticavam a invasão de sistemas informáticos, estelionato eletrônico, lavagem de dinheiro, entre outros crimes mais. “Foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva, sete mandados de busca e apreensão e ordens de bloqueio de contas bancárias e criptoativos nos Estados de São Paulo (Barueri e Franca) e no Distrito Federal (Brasília). A operação conta com o apoio operacional das Polícias Civis de São Paulo (PC/SP) e do Distrito Federal (PC/DF). Três pessoas foram presas“, disse a PCRS. Investigação contra grupo de hackers começou após roubo de 15 médicos do Rio Grande do Sul Em nota, a polícia gaúcha lembrou que a investigação se iniciou após 15 médicos que atuam na região serem os alvos do grupo criminoso. A primeira fase da operação então prendeu 15 pessoas, que operavam da base ao topo na estrutura criminosa. Os primeiros presos foram os programadores e executores do golpe, mas a nova operação escalou para a gerência. “A análise aprofundada dos materiais apreendidos nas demais fases, foi essencial para a Polícia Civil “escalar” a hierarquia do grupo. Foi possível mapear a estrutura de comando, identificando de forma incontestável o líder e financiador (o “CEO”), seus principais fornecedores de dados, incluindo um “Insider” infiltrado em bancos, e seus gerentes operacionais“, destacou em nota as autoridades. A justiça autorizou os pedidos de bloqueios em contas bancárias e de criptomoedas para ajudar a descapitalizar o bando. Além disso, a PCRS buscou mais elementos que comprovam a ação do grupo. Como era o modus operandi dos golpistas? Ao comentar sobre a nova operação, as autoridades divulgaram em detalhes como os criminosos atuavam e qual sua estrutura. 1 – O “CEO” (Mandante): é residente em Barueri/SP e é pontado como o “cérebro” e financiador de toda a operação. Ele não executava pessoalmente as invasões, mas contratava e pagava criminosos especialistas em tecnologia (como o programador preso em PE) para obter bancos de dados e programar APIs de dados ilícitos, para posterior revenda. Os dados eram utilizados para os mais variados crimes virtuais. Além disso, forneceu a infraestrutura técnica para as atividades criminosas. 2 – O “Insider” (Fonte Interna): é residente em B 

Advertising

© 2026 All Rights Reserved.

Descubra mais sobre Cointimes

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading