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Polícia Civil prende operadores do TCP que usavam criptomoedas para lavar dinheiro de fuzis AR-10 e que moravam fora do Rio de Janeiro      

 A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ) deflagrou uma ofensiva contra o tráfico de drogas e armas na manhã da quinta-feira (26) por meio da Operação “Fim da Rota”, que desarticulou um núcleo financeiro e logístico da facção Terceiro Comando Puro (TCP).
Os agentes prenderam seis suspeitos durante a execução da ação coordenada. As equipes cumpriram mandados de busca e de prisão na capital fluminense, na cidade de São Gonçalo e no município de Campos dos Goytacazes.
A polícia também realizou ações nos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo. O alvo da Delegacia de Combate aos Crimes Organizados e Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD), contudo, foge do padrão comum de repressão ao crime.
Isso porque, a investigação policial revelou uma rede de operadores invisíveis aos olhos do Estado. O grupo era formado por pessoas sem qualquer passagem pelo sistema prisional ou registros em delegacias de polícia.
Assim, esses indivíduos viviam fora das áreas de domínio do tráfico armado. Além disso, eles mantinham rotinas normais e administravam empresas comerciais ativas para despistar o olhar das forças de segurança pública.
Operação Fim da Rota rastreou criptomoedas e Pix de suspeitos sem passagens policiais
A corporação utilizou técnicas avançadas de inteligência para mapear o fluxo de caixa da quadrilha. O rastreio financeiro identificou o uso de criptomoedas para esconder os lucros da venda de entorpecentes em outros estados.
Desta forma, os suspeitos compravam criptomoedas para dificultar o bloqueio de valores por parte do judiciário. A quadrilha também usava transferências via Pix e depósitos em contas de um grupo de “laranjas” que emprestava o próprio nome para o registro de bens comprados com o dinheiro do crime.
O esquema contava com o suporte de empresas de fachada e esquemas de agiotagem nas ruas. O fracionamento de pequenos depósitos ajudava a mascarar a origem do capital nos caixas dos bancos tradicionais.
Esses operadores garantiam a aparência lícita para o patrimônio do bando. O trabalho dos detetives expôs essa estrutura hierarquizada e dividida em tarefas corporativas.
Logística de guerra com fuzis e grandes cargas de drogas
O núcleo financeiro prestava serviço direto para as lideranças armadas da facção criminosa rival do Comando Vermelho no Rio de Janeiro. A apuração indica que o chefe do grupo comanda as ações de dentro do Complexo da Maré, na zona norte do Rio.
Esse operador central fazia a ponte entre os fornecedores atacadistas do Rio de Janeiro e os distribuidores do Sudeste. A logística exigia o transporte interestadual de fuzis do tipo AR-10 e grandes cargas de drogas.
A organização adotava estratégias elaboradas para fugir das barreiras policiais nas rodovias federais. Os motoristas do bando usavam carros de passeio com fundos falsos para esconder o arsenal de guerra militar.
O recrutamento de novos membros e a comunicação da quadrilha ocorriam por meio de aplic 

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