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Projeto do governo brasileiro prevê adoção de blockchain em fábricas para rastrear emissões de carbono      

 O Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (CETENE) e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) fecharam um acordo técnico estrutural no mês de março, divulgado na segunda-feira (30). As entidades governamentais assinaram o pacto de cooperação na cidade do Recife em Pernambuco.
O documento da parceria estabelece a criação de uma plataforma digital focada na eficiência energética das indústrias brasileiras. O projeto prevê a união de ferramentas tecnológicas de ponta para reduzir as emissões de gases poluentes na atmosfera.
O sistema fará a medição e o relato de dados recolhidos de modo contínuo no chão de fábrica em diversas regiões do país. A iniciativa integra recursos de inteligência artificial e a tecnologia blockchain para gravar as informações em redes de blocos criptografados.
O uso de registros descentralizados confere imutabilidade aos dados de consumo enviados pelos sensores instalados nas linhas de produção, diz nota da CETENE. A estrutura dispensa auditores intermediários no processo logístico e assegura a veracidade do gasto elétrico apurado nas corporações parceiras.
A tecnologia como pilar da descarbonização
As empresas adotantes buscam transformar a redução do consumo elétrico em créditos de carbono lucrativos no mercado internacional de capitais. O banco de dados blindado permite a comprovação exata das metas de sustentabilidade alcançadas pelos complexos de manufatura em operação.
Os parâmetros técnicos desta plataforma acompanham normas de exigência global e os protocolos de adequação ao meio ambiente instituídos por órgãos do exterior. A modernização das fábricas eleva a competitividade do mercado industrial brasileiro em rodadas de negócios com os compradores estrangeiros.
A cerimônia oficial de lançamento do programa em Pernambuco reuniu autoridades públicas e representantes das cadeias produtivas de vários setores. O diretor do CETENE discursou sobre a necessidade de aplicar os estudos científicos em melhorias com impacto direto na economia da nação.
Marcelo Carneiro Leão defendeu a distribuição dos lucros gerados pelas pesquisas aplicadas para a maioria da população trabalhadora do país. O presidente da ABDI endossou o raciocínio em sua fala ao relatar os desafios estruturais e os altos custos de operação da indústria local.
Ricardo Cappelli frisou a dependência de um ambiente com estímulo à inovação para reduzir as despesas de capital de giro no setor privado. Cappelli apontou o controle do desperdício de luz elétrica como o alicerce para o crescimento da atividade corporativa no território nacional.
Apoio financeiro e integração acadêmica
A articulação do convênio nos bastidores da política recebeu apoio do deputado Pedro Campos em debates realizados na esfera pública de Brasília. Campos relacionou o corte em tarifas de força elétrica ao compromisso do Estado com a preservação da fauna e da flora da regiã 

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