Ray Dalio, fundador da Bridgewater Associates, participou de uma conversa no All-In Podcast na terça-feira (3). O destaque fica para sua fala sobre o Bitcoin, explicando por que a criptomoeda não acompanhou a valorização do ouro.
Em suma, o bilionário afirma que bancos centrais não querem comprar Bitcoin devido à falta de privacidade, cita o medo do mercado em relação à computação quântica, bem como a alta correlação com ações de tecnologia.
Essa não é a primeira vez que Dalio toca nesses assuntos. O investidor explicou em novembro que mantém uma exposição de 1% na criptomoeda, mas disse que não aumentaria sua posição porque o Bitcoin pode ser rastreado e hackeado.
Antes disso, em julho, Dalio recomendou uma exposição de 15% a ouro ou Bitcoin, mas se mostrou mais confiante com o metal.
Ray Dalio afirma que bancos centrais não têm interesse em comprar Bitcoin devido à falta de privacidade
Participando do All-In Podcast, Ray Dalio falou sobre o futuro dos EUA e outras questões governamentais, bem como sobre o tarifaço de Trump e outros pontos ligados ao governo americano.
Em relação ao Bitcoin, o bilionário cita três pontos que fizeram a criptomoeda perder mercado enquanto o ouro disparava. Nos últimos dois anos, o metal opera em alta de 147%, já a criptomoeda apresenta ganhos de somente 16,5% no mesmo período.
“Há uma característica importante que diferencia o Bitcoin”, iniciou Dalio. “E também existe, claro, a questão de quem o possui e por que compra, por que comprou e por que vende.”
Seu primeiro ponto é que o Bitcoin não possui uma privacidade completa, ou seja, qualquer transação pode ser monitorada e, segundo sua visão, talvez controlada indiretamente.
“Bancos centrais não vão querer comprar bitcoin e mantê-lo. Então não são apenas indivíduos, são instituições e assim por diante, mas principalmente bancos centrais. Portanto, existem atributos relacionados a isso.”
Indo além, o bilionário comenta sobre o surgimento de conversas em relação à computação quântica e outras tecnologias, questionando se isso poderia criar problemas.
“E depois há a questão de quem o possui e quais outras exposições essas pessoas têm em seus portfólios. Ele tende a ter uma correlação relativamente alta com ações de tecnologia”, explica Dalio. “Então, do ponto de vista de propriedade, a oferta e a demanda também são afetadas se alguém é pressionado em um ativo e precisa vender outra coisa que tenha.”
“Essas são algumas das dinâmicas. Ainda é um mercado relativamente pequeno e relativamente controlável. Acho que muita atenção foi dada ao Bitcoin, mas como dinheiro ele ainda é pequeno em relação ao ouro. Essas são as dinâmicas. Só existe um ouro.”
Por outro lado, Dalio parece ainda mais preocupado com a moeda americana. Em texto publicado em janeiro, o bilionário afirma que o colapso do dólar já começou e terá o mesmo futuro de outras moedas que um