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Sem memes e especulação: Bancos e gigantes globais dominam o MERGE SP      

 O MERGE São Paulo 2026 foi a primeira edição do evento no Brasil, parte de uma conferência global idealizada em Madri para integrar América Latina e Europa no debate sobre cripto e Web3. Realizado de 17 a 19 de março de 2026 (oito meses após a edição de Buenos Aires em 2025), o MERGE SP contou com um summit institucional de abertura seguido de dois dias de palestras no WTC São Paulo.
Em 17 de março ocorreu um jantar reservado para 400 convidados no Theatro Municipal de São Paulo, que abriu simbolicamente o encontro com autoridades e CEOs. Nos dias 18 e 19, a programação foi dividida em quatro palcos simultâneos (incluindo um palco central e um patrocinado pela BingX), com debates em português e inglês sobre o futuro financeiro digital.
Paula Pascual, CEO do MERGE, justificou a chegada do evento ao Brasil pela posição de São Paulo como polo financeiro da região. Ela explicou que a América Latina tem alta adoção de criptoativos, mas sofria de baixa representação em conferências globais, daí a missão de “criar esse espaço de diálogo qualificado entre reguladores, bancos, empresas e projetos Web3”.
Paula Pascual, CEO do MERGE
A meta era reunir 400 profissionais de bancos, fintechs e autoridades, cujas decisões impactam o futuro do setor na América Latina. Em linha com esse público-alvo, a agenda priorizou temas sérios e práticos – identidade digital, DeFi institucional, CBDCs, políticas estáveis e regulações – e manteve claro viés corporativo. Não houve foco em “memecoins” ou criptomoedas de nicho: todos os painéis tratavam de casos de uso institucionais ou regulatórios, refletindo o perfil de profissionais qualificados na plateia.
De acordo com organizadores do evento, mais de 4.000 pessoas participaram do evento, que contou com cerca de 300 palestrantes, vindos de bancos, fintechs, órgãos reguladores e empresas globais. Entre as instituições confirmadas figuravam o Banco Central do Brasil, BNDES, Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, BTG Pactual e Visa, além de entidades estrangeiras como a CNV da Argentina e o Banco de Crédito da Bolívia. A forte presença da Visa (sponsor e participante de painéis) revela o tom institucional do evento. Exchanges e empresas de infraestrutura cripto também enviaram representantes: executivos da Kraken e da BitGo, por exemplo, destacaram publicamente o Brasil como mercado estratégico na expansão regional.
Programação e palestras principais
A programação foi dividida entre um dia institucional (17/3) e dois dias de conferências (18–19/3), com dezenas de painéis simultâneos. Os temas abrangeram desde tokenização de ativos reais até crescimento do DeFi, passando por pagamentos transfronteiriços, stablecoins e Open Banking.
Abaixo estão alguns destaques do conteúdo discutido:

Abertura do MERGE: Na sessão de abertura (17/3, no Theatro Municipal) a presidente do MERGE, Paula Pascual, fez um discurso afirmando que a América Latina emergiu como 

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