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Stablecoins, Dívida dos EUA e o Espectro do “Calote Branco      

 O artigo discute como governos, ao longo da história, mudaram regras econômicas para lidar com dívidas excessivas, destacando os Estados Unidos nos anos 1930 e 1970. Atualmente, a discussão gira em torno das stablecoins e do futuro do dólar, com alegações de que os EUA poderiam usar criptomoedas e ouro para desvalorizar sua dívida pública, que ultrapassa US$ 35 trilhões. Essa estratégia, embora politicamente carregada, reflete práticas históricas de desvalorização monetária para aliviar dívidas.

Nos anos 1930, durante a Grande Depressão, os EUA abandonaram o padrão-ouro, desvalorizando o dólar e reduzindo o peso das dívidas internas. Em 1944, o sistema de Bretton Woods colocou o dólar no centro do sistema internacional, mas a emissão excessiva de dólares nos anos 1960 levou ao fim da conversibilidade do dólar em ouro em 1971, considerado por muitos como um calote disfarçado.

Outros países também usaram a desvalorização para aliviar dívidas: o Brasil enfrentou hiperinflação e sucessivas trocas de moeda nos anos 1980-90; a Alemanha, nos anos 1920, imprimiu moeda em excesso após a Primeira Guerra; a Argentina frequentemente desvaloriza o peso; e a Venezuela, nos anos 2010, enfrentou hiperinflação que reduziu obrigações internas, mas destruiu o poder de compra. 

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