O Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu prisão domiciliar para um cidadão alemão procurado por fraudes com criptomoedas na Argentina, e a ministra Cármen Lúcia assinou a decisão na quarta-feira (20) após a análise de exames médicos do acusado.
As autoridades da Argentina acusam Marcelo Andres Flores de sumir com dinheiro de investidores de plataformas digitais. O tribunal do país vizinho expediu uma ordem de captura internacional por meio da Interpol.
Agentes da Polícia Federal brasileira, contudo, prenderam o estrangeiro em Guarulhos (SP) logo após o desembarque de um voo internacional. O suspeito planejava seguir viagem para o estado de Santa Catarina.
“O pedido baseia-se na ordem de prisão expedida em 8.10.2025 pelo Tribunal Nacional Criminal e Correicional nº 9 da Argentina. Como informa a autoridade policial, o procurado ‘embarcou em Amsterdam, nesta data, no voo KL 791, com destino a São Paulo, com previsão de chegada no aeroporto de Guarulhos/SP hoje às 20h. Ele possui reserva ainda hoje (06/05/2026) em voo partindo de Guarulhos às 22:35, com destino a Florianópolis, com previsão de chegada em Florianópolis/SC às 23:55’“, diz trecho da decisão obtida pelo Livecoins.
Prisão por possível fraude com criptomoedas muda para regime domiciliar por motivo de saúde, após análise do STF
O governo argentino relatou a captação irregular de dólares e de bitcoin pelo acusado. Marcelo prometia rendimentos na casa dos 3% ao mês com a suposta compra e venda dos ativos.
Os clientes pararam de receber os lucros das operações de arbitragem em suas carteiras eletrônicas. Depois disso, o operador desapareceu sem devolver os recursos aplicados pelos usuários, mas ele nega conhecer ordem de prisão no pais e indica que não é foragido perante a justiça brasileira.
As fraudes em apuração ocorreram entre os anos de 2017 e 2019 no exterior. O crime investigado tem semelhança com a gestão fraudulenta de instituição financeira na lei do Brasil.
A pena máxima para este tipo de delito pode chegar a dezesseis anos de detenção sob as regras do país. O tratado do Mercosul concede quarenta dias para a nação parceira formalizar o pedido final de extradição.
No Reino Unido, por exemplo, o alemão tinha o registro em seu nome de uma empresa chamada Xcap Holding Group, baixada em 2020, segundo apuração desta reportagem. Não está claro, contudo, se a possível fraude tenha deixado vítimas no Brasil também.
Tratamento médico de tumor cerebral impede permanência de acusado em presídio comum
A defesa do réu pediu a mudança da custódia com a justificativa de problemas clínicos de alto risco. Os advogados apresentaram laudos sobre a retirada de um tumor cerebral na Alemanha.
Assim, uma junta de médicos atestaram a queda de imunidade do paciente por causa das sessões de quimioterapia. O alemão contraiu uma infecção por vírus no olho com necessidade de internação em ho