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O empreendedor Cleberson Marques sempre teve vontade de criar um sistema menos burocrático para facilitar o acesso das pessoas e investidores aos imóveis, mas não sabia exatamente como. Ele era especialista em desenvolvimento e inovação tecnológica imobiliária,  assim descobriu facilmente nos tokens e nas criptomoedas uma maneira fácil e desburocratizada de fazer isso, nascendo assim a Terra Token, pioneira em negócios de tokenizações imobiliárias na região centro-oeste do país em 2021.

A startup deu tão certo que hoje tem oito projetos, atuando em Brasília, Goiânia e Anápolis. Marques conta que estão fechando negócios em Pernambuco e pretendem se expandir para São Paulo. 

O empreendedor investiu 100 mil no negócio e já vê retorno.

“Os ganhos ainda são reduzidos, pois estamos apostando muito no mercado, inicialmente subsidiando alguns projetos. O retorno atual tem sido em processos de mentoria e treinamento de tokenizadoras que querem entrar no mercado imobiliário. Estamos trabalhando para formatar os Use Cases e replicar os modelos, pretendemos nos próximos 6 meses após validado estar com 7 vezes mais clientes”, relata o empresário.

Tudo começou

O empreendedor se interessou por esse universo após entrar no mercado das criptomoedas como investidor há 3 anos e se aprofundar na tecnologia Blockchain. Ele não pensou duas vezes em trazer a novidade para a sua região.

A Terra Token se tornou referência em várias fases do processo no centro-oeste:

“Na construção de governança, custódia e oferta dos tokens de forma segura e certificada, garantindo que o processo seja seguido por uma compliance em sua origem de ponta a ponta”, exemplifica Cleberson. 

O objetivo da Startup é permitir aos pequenos investidores mais praticidade e transparência aos processos de registros nos imóveis.

“Na região já temos alguns tokenizadores, porém a empresa é a única que auxilia na curadoria de outros tokenizadores, interliga incorporadores, loteadores, construtor a gestores digitais para criação dos tokens e oferta segura e certificada”, conta Marques.

Marques conta que o processo de tokenização da Terra Token é bem simples e funciona pela crispação do registro digital da propriedade, por meio da utilização da infraestrutura blockchain, gerando um NFT (registro não fungível) da propriedade e que é disponibilizada ao mercado de forma digital.

“Os recebíveis em criptomoedas se dão através da criação de uma carteira digital para o incorporador, onde a empresa faz a gestão e administração dos recursos pagos pelo cliente e converte os ativos para moedas FIATs para manutenção e equilíbrio do preço”.

Segundo o empreendedor, elas são bem seguras, por serem feitas dentro de estruturas de blockchains renomadas e corretoras estruturadas no mercado.

Como fazer o cliente confiar

Marques conta que não há dúvidas de que a tokenização é uma evolução tecnológica que vem trazendo modificações imensas ao mercado, nos últimos anos, quem não entrou em um processo de reestruturação de suas ofertas, se viu limitado a crescer ou mesmo, percebeu as suas receitas reduzidas.

“No COVID pudemos ver muitas empresas sendo fechadas por não estarem estruturadas para rodar com tecnologias simples, isso mostrou ao mercado o quanto é importante inovar e se antecipar aos movimentos sociais e econômicos”. Enfatizando como será o mercado de tokens nos próximos anos. “A principal vantagem da tokenização é trazer mais acesso aos investidores de pequeno porte, possibilitando maior liquidez ao projeto, seguido por posicionamento estratégico no novo mercado, tornando-o um produto com maior atração, devido ao apelo de inovação e tecnologia embarcada”, indica o empreendedor.

Segurança

Com relação aos cuidados, a Terra Token dá aos clientes acesso a todas as cotas criadas e chave cruzada para autorização de transações.

“São formados profissionais internos aos clientes para acessarem e fiscalizar os processos via Blockchain. No caso dos tokens os clientes pagam por fase e por entregas, cumprindo as funcionalidades propostas. Para a parte de recebimentos pagam apenas o Setup que é um baixo custo e os demais valores são apenas por transações realizadas, ou seja, em ambas a operação existe baixo risco”, finaliza o empreendedor.

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