Você já assistiu Trotsky, a nova séria no Netflix?

Peço licença ao caro leitor para hoje indicar, mais do que ensinar.

Lev Davidovich Bronstein –  (Ianovka, Ucrânia, 1879 a 1940), popularmente conhecido como Leon Trótsky ou apenas Trotsky, foi um judeu-bolchevique, revolucionário, marxista, fundador e idealizador do Exército Vermelho – 1918. Durante a Guerra Civil Russa, foi rival de Stalin (1878 a 1953) e aliado de Lenin (1870 a 1924) que mandou matar o Czar Nicolau Romanov II junto com a Família Imperial.

Após a morte de Lenin, Josef Stalin para se vingar, expulsou Trotsky do Partido Comunista em 1927 e o deportou para a Turquia em 1929. O pseudônimo, segundo o próprio Trotsky veio de um carcerário que o “ensinou” técnicas de tortura e a como ganhar poder (sem alusão ao “empoderamento”) através do terror.

Curto dossiê montado, falemos sobre a série

Adolf Hitler, Leon Trotsky, Joseph Tito, Sigmund Freud e Joseph Stalin. O que todos têm em comum? Um ponto de encontro em Viena – cafés e bares que frequentavam -, sendo Stalin e Trotsky foragidos da Rússia, Freud vivendo o “auge” de sua carreira, Joseph Tito trabalhando como operário, e Hitler na época com 24 anos – pasmem – frustrado por não ter conseguido estudar pintura na Academia de Belas Artes de Viena.

Freud

Na série testemunhamos alfinetadas complexas entre Freud e Trotsky sobre revolução e sexo.

– Freud: “Só vi isso em dois tipos de pessoas: serial killers e fanáticos religiosos”,
– Trotsky: as massas têm “psicologia feminina”.


Frida Kahlo

9 de janeiro de 1937 quando Trotsky e sua esposa chegando em Tampico, México, cercados por policiais. Na foto Frida e Diego também aparecem. Frida e Trotsky tiveram um romance de quase um ano que também é retratado na série.

Por que você deve conhecer a história de Trotsky?

Você verá como funciona a mentalidade revolucionária em sua pior, se é que há uma boa, face.

Esqueça a história de que a revolução se daria pela estatização dos meios de produção, o que já seria um crime. Para um ativista revolucionário, só o que importa é a revolução e quaisquer consequência como o envolvimento familiar e sua segurança ou milhões de mortos se tornam artigos negociáveis.

Aqui no Brasil a série não emplacou, é claro, devido à histeria canhota e pressão de partidos como PSTU criticando a fiel e caricata versão apresentada, chegando a dizer que a Netflix apresentou uma série com propagandas anticomunistas.

A fotografia é boa mas poderia ser melhor explorada, dado que a temática é sombria. Como crítica pessoal sobre aos atores, eu assistiria apenas pelo tema.

A sonoplastia é ruim e o excesso de drama flerta com propostas mexicanas alá SBT à tarde. “Mas essa é só a minha opinião”.