Cooking Mama, uma franquia de jogos de simulação de cozinha, é produzido para consoles da gigante japonesa Nintendo, desde 2006. Porém, o novo Cooking Mama: Cookstar foi removido da Nintendo e-Shop por “conflitos legais”, e ainda foi acusado de minerar bitcoins nos consoles de usuários, queimando-os por superaquecimento.

Estrela nas cozinhas

Cookstar é o sexto jogo da franquia, lançado em 31 de março deste ano. Poucas horas depois, foi removido por conflitos entre a publicadora Planet Entertainment e a dona da franquia, Office Create, como relatado pela IGN.

O jogo também tinha sido anunciado para o concorrente da Sony, o Playstation 4, sendo o primeiro da franquia a (quase) sair para consoles concorrentes da Nintendo.

Essa narração vai me dar pesadelos.

O jogo, que surgiu sem nenhum aviso à imprensa ou aos gamers, brotou com uma conta do Twitter muito suspeita.

Cópias físicas, prêmio vegano do PETA… o quê?

O jogo que saiu em poucas horas da e-Shop US também surgiu em lojas físicas da Target e vendedores na Amazon.

Fonte: Reddit

Outro fator muito estranho é que o PETA (People for the Ethical Treatment of Animals), uma ONG de proteção aos animais, deu um certificado de “Parceria Digital” ao jogo por ter um “modo vegano”.

Minerando Bitcoin e queimando consoles?

Eventualmente, um comunicado no site do jogo foi realizado falando sobre sua mais nova adição: um sistema blockchain.

“O jogo faz parte de uma indústria de US$ 135 bilhões, com poucas oportunidades de investir fora das grandes editoras de jogos. Estamos usando o blockchain para adicionar uma nova jogabilidade inovadora, na qual os investidores agora podem ter parte dos negócios (como um acionista).”

“Colocar aspectos do Cooking Mama em cadeia levará a experiência do usuário a um nível totalmente novo, revigorará uma franquia de jogos popular com a qual muitos cresceram e dará aos investidores a oportunidade de obter retornos atraentes, por meio de uma oferta digital de ações preferenciais.”

Steve Grossman, presidente da Planet Digital Partners

O comunicado procede explicando diversos pontos sobre como planejavam expandir o sistema blockchain e fundi-lo com a gameplay, sendo o primeiro jogo de uma empresa grande a utilizar um sistema do tipo.

Esses rumores foram combinados com a histeria geral em fóruns como Reddit e Twitter, com usuários alegando que seus consoles estariam “superaquecendo, drenando a bateria e parando de funcionar”.

Por fim, em outro comentário ao jornalista Ryan Brown, a empresa Planet Entertainment disse que o comunicado era antigo, e que o sistema não seria implementado.

“Como desenvolvedores, podemos dizer com certeza que não há criptomoedas ou coleta de dados ou blockchain ou qualquer outra coisa obscura no código. O Nintendo Switch é uma plataforma muito segura, sem nenhum problema de dados e privacidade associado a alguns jogos para celular e PC.”

“Este é um comunicado emitido em fevereiro de 2019, e presumimos hipoteticamente, como a maioria dos comunicados sobre blockchain. O Blockchain nunca foi apresentado a nós desenvolvedores, e ficamos entretidos ao saber sobre isso no final de 2019. Isso não acontecerá tão cedo.”

Tradução por Felipe Lima no Switch Brasil

Jogo removido, empresa.. processada?

Além de suspeito, possui alguns erros gramaticais aqui e ali.

A empresa Planet Entertainment soltou um comunicado oficial no Twitter de Cooking Mama: Cookstar, explicando que “supostamente tem os direitos autorais”, mas o design não foi aprovado pela dona original, a Office Create.

Eles também alegam que o jogo “deixou muitos fãs interessados”, mesmo tendo uma média de 4.5/10 no Metacritic.

Você pode checar o comunicado traduzido no site da Voxel.


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