Em relatório divulgado ontem, a Chainalysis revela alguns dos melhores números de taxas de adoção de criptomoeda nos últimos dois anos. O Brasil vem acompanhando a tendência global, liderada por mercados emergentes. 

De acordo com a análise, nos últimos 24 meses a taxa de adoção de criptomoedas subiu extraordinariamente, em até 2.300% globalmente. O Brasil empata em pontuação com China e Filipinas no top 20 do ranking – O Índice de Adoção Cripto Global. 

Vários países em mercados emergentes, incluindo Quênia, Nigéria, Vietnã e Venezuela têm alta classificação no índice criado pela Chainalysis, em grande parte porque eles têm grandes volumes de transações em plataformas de negociação ponto a ponto (P2P) quando ajustados para a paridade do poder de compra (PPC) per capita da população com acesso à Internet.

O Top 20 do Global Crypto Adoption Index em 2021

Brasil se posiciona na décima sexta posição do Índice de Adoção Cripto Global, atrás da China e da Colômbia.
Fonte: blog.chainalysis.com/reports/2021-global-crypto-adoption-index – Brasil se posiciona na décima sexta posição.

Outro mapeamento do mercado de criptoativos recente, divulgado pela CFA Institute Research Foundation, tentou esclarecer o potencial impacto deles nas carteiras dos investidores em geral. 

David Lawant e Matt Hougan compilaram um teste feito pela Bitwise Asset Management, que atribui diferentes pesos do bitcoin a um portfólio tradicional (1%, 2,5% e 5%). Os pesquisadores descobriram que houve uma melhora significativa na rentabilidade da carteira, enquanto o risco teve um pequeno aumento.

Gestores brasileiros dizem que vale a pena investir em cripto

Em matéria publicada no Valor Econômico hoje (19), dois gestores brasileiros deram suas opiniões sobre o crescimento da demanda por criptomoedas em seus portfólios e, principalmente, pelo entusiasmo de clientes ricos mais novos por essa classe de ativos. 

Dentro do Itaú, Fernando Beyruti, CEO do banco nos Estados Unidos e responsável pelo private banking internacional, diz que tem permitido acesso ao investidor aos criptoativos via fundos de índice no Brasil e no exterior, mas afirma “Não há ainda convicção na classe para recomendar, mas o cliente pede e tem muito gestor internacional que ajuda a ter um pezinho lá. Entrar numa alocação é muito difícil porque qualquer percentual pode trazer volatilidade enorme para a carteira.”

Fernando também reconhece que as famílias de grande patrimônio estão mais interessadas no mercado de criptomoedas: “Mas qualquer análise de risco e retorno mostra que, sim, vale a pena ter um pouco.”. Para o gestor, colocar 0,5% ou 1% na carteira pode fazer diferença na rentabilidade que será entregue ao cliente. 

Annalisa Blando, fundadora e CEO da ParMais, sugere ter um caixa para essa classe de ativos, desde que tenham capacidade para isso. “É parte daquele patrimônio excedente, com visão de longo prazo, que quer descorrelacionar [de outros ativos] e que pode ter potencial de ganho maior que imóveis, por exemplo, e menos risco do que o reflorestamento, que tem que esperar 30 anos, depende da formiga, vender a madeira e às vezes o transporte é mais caro que a madeira.”

Se hoje os bancos sofrem pressão dos clientes que querem investir em criptoativos, é porque esse mercado chegou primeiro e mais eficientemente ao seu público alvo. Por terem sido provenientes de tecnologias de código aberto, descentralizadas, P2P e transparentes, as criptomoedas passaram a ser desenvolvidas e adotadas por entusiastas e especialistas voluntários, empreendedores e também, infelizmente, precisamos nos alertar, por piramideiros.

No Brasil, a fome por tecnologia e também o salto de preço do líder das criptomoedas impulsionou o setor de criptoativos. A nível de comparação, o Brasil hoje concentra quatro ETFs de criptomoedas, enquanto a legislação para essa categoria de produto financeiro nos EUA impede que americanos tenham esse tipo de exposição em cripto.  

Soluções de pagamento como o cartão Alter e possibilidades de ganhos com o cashback do CoinGoBack são hoje parte do esforço para a popularização das criptomoedas no país. Sabendo da importância de compartilhar boa informação e conteúdos educativos, o Cointimes convida você para acessar as redes sociais e também nosso grupo de discussão no Telegram

Leia Mais:

Compre e venda Bitcoin e outras criptomoedas na Coinext
A corretora completa para investir com segurança e praticidade nas criptomoedas mais negociadas do mundo.
Cadastre-se e veja como é simples, acesse: https://coinext.com.br