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Após um primeiro semestre bastante ruim, estrategistas das principais firmas de Wall Street acreditam que, até o final do ano, as ações ainda vão recuperar a maior parte do que perderam.

O mercado passou por um ano tumultuado até agora, com o índice S&P 500 sofrendo seu pior primeiro semestre desde 1970. O índice referência no mercado de ações norte-americo sofreu com o mercado de baixas, caindo mais de 20% abaixo de seu recorde alcançado na primeira semana de janeiro.

Ainda assim, espera-se que o S&P 500 termine o ano mais de 20% acima do nível de sexta-feira (01), de acordo com a meta média de final de ano dos 15 principais estrategistas de Wall Street. 

Isso significa que os estrategistas pensam que o mercado provavelmente vai recuperar a maior parte das perdas de 2022 e terminará o ano em baixa apenas de cerca de 3%.

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Algumas das perspectivas positivas vêm da esperança de que os Estados Unidos possam contornar uma recessão, alguns esperam que assim seja mesmo que o Banco Central dos EUA continue a aumentar agressivamente as taxas de juros para domar a inflação.

Fonte: CNBC Research

A equipe de estrategistas do UBS sugere que, independentemente de o cenário mais provável implicar em outros aumentos na taxa de juros como tentativa de mitigar a inflação, “o lado positivo potencial para os principais índices tem sido diminuído pela desaceleração do crescimento e pelo aumento dos rendimentos dos títulos do governo.”

Marko Kolanovic, do JPMorgan, está entre os estrategistas mais otimistas de Wall Street, ele acredita que os investidores têm sido muito pessimistas em relação aos medos da recessão, observando que o consumidor continua forte por causa da reabertura econômica.

Na extremidade baixa do espectro, Mike Wilson, do Morgan Stanley, deu recentemente um aviso sobre quedas após revisões de lucros. Wilson disse que se os EUA chegarem a uma recessão econômica, o índice S&P 500 poderá cair mais de 20% a partir do valor de sexta-feira.

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