O Bitcoin teve seu primeiro teste real da amplitude da mudança de regime em US$ 78 mil na semana passada, chegando a cerca de US$ 79,5 mil — valor mais alto desde o fim de janeiro e com alta de aproximadamente 13% desde o início de abril — antes de recuar, à medida que a resistência se manteve.
A tendência está melhorando, mas ainda não foi totalmente reparada. A média móvel de 50 dias (US$ 71.579) está bem abaixo do preço, e a média móvel de 100 dias (US$ 72.978), que limitou o preço ao longo do primeiro trimestre, já foi recuperada. A média móvel de 200 dias permanece acima (US$ 84.976), e a “cruz da morte” entre as médias de 50 e 200 dias, ocorrida em meados de novembro de 2025, ainda está em vigor. Ainda assim, a diferença entre as médias de 50 e 200 dias está diminuindo pela primeira vez desde o cruzamento, o que indica o estágio inicial de uma eventual reversão.
Nos prazos mais longos, a média móvel de 200 semanas (US$ 60.189), que historicamente tem atuado como piso durante as quedas mais profundas do bitcoin, continua em sua trajetória de alta gradual. Ao lado dela, o preço realizado (US$ 54.143), que representa o custo médio on-chain de todos os bitcoins em circulação, tem se mantido estável. A distância saudável entre o preço e esses suportes de longo prazo reforça que a estrutura mais ampla permanece intacta.
Momento atual
Os indicadores de momentum também são construtivos. O Índice de Força Relativa (RSI) está em torno de 65 e segue em trajetória de alta. Ao longo de todo o ano passado — inclusive até a máxima histórica — esse indicador vinha registrando topos descendentes, refletindo a tendência de queda que se seguiu.
O movimento atual em direção a 70 sinaliza que há uma pressão compradora genuína se formando, em vez da oscilação lateral e sem direção observada ao longo do primeiro trimestre. Ainda assim, vale o alerta: picos anteriores do RSI próximos a esse nível coincidiram com pontos locais de exaustão, então uma correção não pode ser descartada.
Suporte e resistência
A estrutura de suporte melhorou. A média móvel de 100 dias e a cotação no período do “Liberation Day”, em torno de US$ 74.400, passaram a atuar como suporte, enquanto a média móvel de 200 semanas e o preço realizado continuam sendo o suporte final — níveis abaixo dos quais o bitcoin só negociou em momentos de capitulação extrema.
Do lado da resistência, o nível de US$ 78 mil é o mais importante. É ali que está o teto atual e onde a oferta tende a reaparecer, à medida que alguns investidores se aproximam do breakeven. Dados de livros de ordens de grandes players (baleias) mostram forte pressão de venda concentrada na faixa entre US$ 78 mil e US$ 80 mil, em linha com a rejeição recente.
Um fechamento convincente acima de US$ 78 mil, com volume, limparia essa oferta e abriria caminho para a média móvel de 200 dias, na região entre US$ 86 mil e US$ 87 mil. Caso a de