Após 2 anos de desenvolvimento, a transição para o Ethereum 2.0 parece estar se aproximando. A proposta  apresentada pela Fundação Ethereum traz regras para a transição do mecanismo atual de prova de trabalho (PoW) para o algoritmo de prova de participação (PoS). A mudança, intitulada medalla, já está disponível para testes no protocolo testnet no Github.

“Eth2 é uma atualização há muito planejada para a rede Ethereum, dando a ela a escalabilidade e a segurança que precisa para servir a toda a humanidade. A primeira fase do Eth2, chamada de Fase 0, está planejada para ser lançada em 2020.”, diz a instituição em seu site.

A fase 0, que será lançada neste ano, e implementará o conceito de “Beacon Chain” que possibilitará a transição dos ethers da antiga cadeia para a nova. Ela servirá também para coordenar os validadores. Segundo Vitalik -CEO da Ethereum-, a implementação de todas as fases deve demorar de 5 a 10.

Objetivos do ETH 2.0

  • Diminuir consumo de energia para funcionamento da rede
  • Aumentar a escalabilidade dos smart contracts e das transações 
  • Otimizar do poder computacional gasto na rede
  • Introduzir os conceitos de Beacon Chain, Proof of Stake e Shard Chains

A Ethereum atualmente trabalha com o conceito de proof of work (mesma utilizada no Bitcoin), onde mineradores garantem a integridade da rede gastando grande quantidade de energia e poder computacional para a criação e validação de novos blocos.

O proof of stake muda esse paradigma, substituindo o gasto energético da proof of work por um comprometimento financeiro por partes dos validadores. Para se tornar um validador completo, o usuário deverá ter ao menos 32 eth. Os participantes  da rede poderão ganhar juros anuais baseados nos seus investimentos.

Shard Chains

Os Shard Chains são blocos paralelos que “ficam dentro do Ethereum e que assumem uma parte do trabalho de processamento da rede”. Essa função promete criar uma super “rodovia” de blocos interconectados para dar escalabilidade mundial para a ethereum 2.0.

No momento atual, todos os nós devem baixar, armazenar e ler todas as transações ocorridas na rede em toda sua história, por conta disso, a rede permite somente 15 transações por segundo, o que impede a ampla utilização do Ethereum. 

“No Eth2, os nós serão dispersos em um subconjunto de fragmentos. Eles só precisarão baixar, calcular, armazenar e ler todas as transações nesse subconjunto – não a rede inteira.”

A Ethereum 2.0 promete dar mais escalabilidade para os smart contracts e para os dapps que funcionam na plataforma, permitindo que a rede possa ser utilizada em uma escala exponencialmente maior.