A Apple descobriu outro jeito de fazer mais dinheiro, até mesmo dos seus iPhones velhos, quebrados ou simplesmente descartados – minerando seus materiais.

Apple, a mineradora de ouro desconhecida

Graças ao robô nomeado de Daisy, a Apple consegue reciclar praticamente todos os componentes de 15 modelos diferentes de iPhone e 200 iPhones por hora. Segundo o último relatório de sustentabilidade da empresa, apenas em cobre foram recicladas 60 mil toneladas métricas.

Em outro relatório mas de 2011, a Apple tinha conseguido extrair 1 tonelada de ouro com a Daisy. Isso quando a companhia vendia apenas 72 milhões de iPhones por ano, hoje ela vende cerca de 200 milhões de aparelhos. Contudo, nos últimos relatórios não é mostrado quantas toneladas de ouro a Apple conseguiu extrair.

Apenas 0,01% do iPhone é feito de ouro, o material precioso é um ótimo condutor elétrico e há um pouco de ouro em praticamente todos os aparelhos eletrônicos.

Se a empresa manteve a taxa mineração desde 2011 ela teria feito uma média de US$40 milhões de dólares apenas reciclando ouro dos seus próprios celulares.

peças reclicáveis do iPhone

“Estamos caminhando para uma cadeia de suprimentos em circuito fechado. Um dia, gostaríamos de poder construir novos produtos apenas com materiais reciclados, incluindo seus produtos antigos”, disse a empresa em seu relatório anual de meio ambiente.

Capitalismo e meio ambiente:

Agbogbloshie centro de lixo eletrônico em Gana
O centro de lixo eletrônico de Agbogbloshie, Gana, onde o lixo eletrônico é queimado e desmontado sem considerações de segurança ou ambientais.

No mundo todo, foram gerados 44,7 milhões de toneladas de lixo eletrônico apenas em 2016, isso é equivalente a 4.500 torres Eiffel. E a tendência é que esse lixo aumente.

Celulares, computadores, TVs e outros eletrônicos geralmente são despachados para lixões em países subdesenvolvidos onde a população local tenta retirar os materiais preciosos dos aparelhos.

Entretanto, o processo de retirada é feito usando técnicas antigas e perigosas para a saúde, expondo a população a doenças e o meio ambiente a sérios problemas.

Um dos exemplos é o subúrbio de Agbogbloshie na cidade de Guiy na capital de Gana. O solo da cidade tem uma das maiores concentrações de metais pesados do planeta, a água tem uma concentração de chumbo 2400 vezes maior que o considerado seguro. Crianças, adultos e idosos vagam pelo lixão a procura de produtos para extrair seus materias preciosos.

Com o desenvolvimento de robôs como a Daisy, as companhias conseguem proteger o meio ambiente, criar empregos de alta qualidade para a indústria local e gerar receita minerando materiais de forma eficiente, amenizando o problema.

Mas qual a sua opinião entre a relação do mercado com o meio ambiente? Deixe seu comentário abaixo.