O Grupo Atari, a empresa por trás de videogames clássicos como Pac-Man e Pong, começou a vender publicamente sua criptomoeda Atari Token (ATRI) no início de novembro. O ATRI será um método de pagamento baseado no token ERC-20 sob a blockchain do Ethereum. 

Os jogos públicados na plataforma Ultra.io serão os primeiros a ter essa funcionalidade. A oferta inicial do token foi feita com exclusividade por meio de duas vendas, com o ATRI sendo cotado a US$ 0,08. Segundo a Atari, uma terceira venda está sendo preparada.

A utilização da tecnologias em blockchain em jogos parece estar se tornando uma constante. Recentemente, o jogo Lightbringer, baseado na blockchain do Litecoin, foi lançado. O MMORPG não tem somente a moeda do jogo armazenada de maneira descentralizada, mas todos os itens, personagens e missões são armazenados em blockchain.

Esse é um avanço importante para as economias fictícias, e os motivos para isso são os mesmos que os da vida real. A inflação tem um efeito altamente destrutivo em uma economia, e as regras de mercado se aplicam também ao mundo virtual. Um exemplo clássico é a economia do RPG World of Warcraft.

Até 2012, a economia do jogo era balanceada e tinha uma taxa de inflação relativamente controlada. Porém, este cenário mudou quando foi possível a utilização de bots que mineravam itens automaticamente, além disso, um software permitia que até 8 abas do jogo fossem abertas em um único computador.

Esses dois fatores criaram a hiperinflação no jogo e simplesmente destruíram as economias de milhares de players. Qualquer semelhança com a realidade não é coincidência.

Além disso, os incentivos para que os donos das moedas fictícias emitam mais moeda é extremamente alto. Podemos imaginar um futuro com jogos cada vez mais integrados com as criptomoedas.