Recentemente, o STF pediu esclarecimentos sobre a famosa nota de R$200,00 ao Banco Central do Brasil (BC) e hoje tivemos uma resposta inesperada.

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), tinha pedido para que o BC explicasse o lançamento da nota de R$200,00 e se ela poderia ser usada para facilitar a lavagem de dinheiro. 

A medida advém da ação movida pelo PSD, Rede e PSB, que pleiteiam pela inconstitucionalidade da nova nota. Segundo os partidos, “sequer a utilidade e a necessidade da medida se encontram adequadamente esclarecidas.”

Em um prazo de apenas 48 horas, o Banco Central teve que responder ao STF e revelou algo que os brasileiros já sentem no próprio bolso. 

Não aumenta o risco de lavagem de dinheiro, pois o real vale pouco

Em resposta ao Supremo Tribunal Federal, o Banco Central alegou que a nova nota de 200 reais “estaria longe” de ser algo relevante para facilitação de lavagem de dinheiro. Segundo o BC, é mais eficiente aprimorar o controle sobre o “movimento de numerário em valores mais expressivos, independentemente da denominação”.

Ainda de acordo com o Bacen, seria “no mínimo duvidoso o argumento de que a nova cédula, por si só, [iria] facilitar os crimes de lavagem de dinheiro e de ocultação de valores, haja vista o baixo valor de reserva que a nova cédula de duzentos reais representará em comparação com as moedas [internacionais]”.

Em uma ilustração comparativa, o BC mostra que a nova cédula representará apenas 39 dólares, enquanto a maior nota dos EUA, por exemplo, vale 100 dólares.

real denominações

Há uma certa razão nessa justificativa, já que quando uma pessoa ou entidade quer lavar dinheiro, ela mexe com grandes quantidades e procura por moedas fortes, de economias mais estáveis.

Talvez seja por esse motivo que vemos tantos doleiros nos noticiários televisivos. Quem em sã consciência deixaria seu patrimônio completamente em reais?

Em 2020, o real brasileiro foi a moeda que mais se desvalorizou no mundo no primeiro trimestre, e não tem mostrado boas perspectivas futuras.

Em uma análise feita em abril, o banco UBS projetou no cenário pessimista um câmbio a R$ 7,35 até o final de dezembro de 2021, ou seja, um aumento de 30% em relação ao preço atual.

Acreditamos que esses cenários alternativos podem se materializar dependendo da reação da política pós-crise, principalmente em relação ao crescimento e à trajetória fiscal”, disseram os analistas do banco.

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