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Mesmo com os esforços globais para o cumprimento do acordo de Paris. Os bancos pareciam deixar isso em segundo plano. Já que os lucros embolsados com empresas de energia é ainda muito maior do que o arrecadado com títulos e empréstimos verdes. 

As promessas de mudança nesse cenário ainda são insuficientes para zerar as emissões de carbono. Mas existe uma esperança no fim do túnel.

Os objetivos ambientais 

No dia 12 de dezembro de 2015, 195 países e a UE se comprometeram, na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP21), em Paris, a deter o aumento da temperatura do planeta abaixo dos 2ºC, quando comparado à temperatura média pré-industrial, e a ajudar economicamente os países mais vulneráveis ao aquecimento global. 

Mas parece que as metas de sustentabilidade divergem com os interesses particulares dos bancos. De acordo com dados da Bloomberg, eles despejaram mais de US $3,6 trilhões em combustíveis fósseis, o que é quase três vezes mais do que o total de títulos e empréstimos para projetos verdes.

Os bancos ainda priorizam seus lucros em vez de questões ambientais. Só com a obtenção de títulos e empréstimos para empresas de energia eles embolsaram cerca de US $ 16,6 bilhões, desde o acordo de Paris – mais do que o dobro dos US $ 7,4 bilhões obtidos com títulos e empréstimos verdes.

Assim também o são as maiores empresas produtoras de petróleo que emitiram mais dívida em 2021 comparado com 2020 devido à oscilação do preço do petróleo.

Financiamento em Combustíveis Fósseis vs Energia Limpa dos 20 maiores bancos do mundo.

Tabela com todos os números desde 2016, após a assinatura do Acordo de Paris

Fonte: Bloomberg League Tables

Leia mais: Bancos gastam mais energia que o Bitcoin, mostra estudo.

Pressão dos investidores sobre os bancos

O que acontece no mercado financeiro é sinal da seriedade com que políticos e empreendedores estão tocando no assunto. Estamos acostumados a avaliar empresas listadas na bolsa sob o aspecto da sustentabilidade e também dar crédito às promessas governamentais que fomentam metas globais de desenvolvimento sustentável.  

Recentemente, um conjunto de 35 investidores, convocado pelo Grupo de Investidores Institucionais sobre Mudanças Climáticas, disse que os bancos deveriam expandir suas atividades de financiamento verde e se retirar de quaisquer projetos que estejam em desacordo com o acordo de Paris. Gestores de ativos, incluindo a divisão EOS da Federated Hermes Inc. e a Pacific Investment Management Co., pediram a 27 bancos que se comprometam a eliminar as emissões em suas operações até 2050, incluindo aqueles gerados a partir de empréstimos, negociação e subscrição, e definir metas de redução provisórias.

Os bancos, pouco a pouco, estão se movendo para cumprir esses compromissos globais: JPMorgan, Citigroup e Bank of America estão liderando um grupo de bancos dos EUA que se comprometeram a facilitar pelo menos US $ 4 trilhões em negócios sustentáveis ​​e favoráveis ​​ao clima na próxima década. O JPMorgan Chase & Co. estabeleceu uma meta de financiar US $ 2,5 trilhões em iniciativas que combatam as mudanças climáticas e promovam o desenvolvimento sustentável nos próximos 10 anos, enquanto o Citigroup Inc. disse que apoiaria US $ 1 trilhão em esforços semelhantes até 2030.

Os títulos verdes e os empréstimos do setor bancário global já excedem o valor do financiamento fóssil neste ano – uma reversão sem precedentes desde a conclusão do Acordo de Paris no final de 2015. Os dados da Bloomberg cobrindo quase 140 instituições de serviços financeiros em todo o mundo mostram que US $ 203 bilhões em títulos e empréstimos são destinados para projetos renováveis ​​e outros empreendimentos favoráveis ​​ao clima até 14 de maio, em comparação com US $ 189 bilhões para empresas focadas em hidrocarbonetos.

Ou seja, depois de tanto tempo sem se preocupar com as questões ambientais, parece que agora os bancos estão sentindo a cobrança de todos os lados. 

Vai continuar assim?

Os bancos estão ganhando taxas de cerca de 0,6% para subscrição de títulos verdes e empréstimos, de acordo também com dados da Bloomberg. Isso é seis pontos-base a mais do que acordos semelhantes para empresas de energia. Se já existe margem para lucro, só falta agora os executivos industriais mostrarem agora que querem e conseguem criar riquezas com energias limpas. 

Por sorte não dependemos só da boa vontade dessas entidades. O Acordo de Paris é considerado como o principal compromisso político assumido para frear o aquecimento global no mundo, já que muito poucos países cumpriram as metas estabelecidas no documento predecessor, o Protocolo de Kyoto. 

O principal objetivo do acordo é reduzir as emissões de gases de efeito estufa para limitar o aumento médio de temperatura global a 2ºC, quando comparado a níveis pré-industriais. O objetivo complementar é tornar o sistema financeiro mais eficiente, descentralizado e sustentável.

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