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BanQu – CPF em blockchain que tira milhares da pobreza Blockchain

BanQu – CPF em blockchain que tira milhares da pobreza

Como uma empresa está tirando milhares da pobreza usando blockchain

Neto Guaraci
Neto Guaraci

Por anos, eu existia para o mundo apenas como um número em um pedaço de papel. Um bloco de tinta codificado em um computador.

Uma estatística que regulava a quantidade de rações e ajuda recebidas. Essa era minha única e verificável identidade enquanto eu era um refugiado no Quênia…

Esse era o sentimento de Hamse Warfe, co-fundador da BanQu uma empresa que pretende tirar 100 milhões de pessoas da pobreza até 2028.

Como eles vão tirar 100 milhões da pobreza? Usando blockchain e dando uma verdadeira identidade aos pobres e refugiados.

Situações reais

campo de refugiados no Níger

Imagine que do dia para a noite uma guerra civil eclode no Brasil. Você precisa fugir da sua casa para um campo de refugiados.  Sua família não tem uma identificação, score de crédito, histórico acadêmico e muito menos bens para oferecer como garantia.

Esse era o caso de Hamse Warfe há 22 anos, hoje é o caso de outras ~69 milhões de pessoas. Elas fogem de guerras, ditaduras e grupos terroristas.

Mais do que um número, a vida de uma pessoa é composta de histórias, nomes, pequenas transações diárias e conquistas. São esses dados que a empresa BanQu está gravando em seu blockchain.

O sistema já funciona no Congo, Estados Unidos e Iraque e o retorno foi extremamente positivo.

Há pequenos produtores rurais que não escoam a produção porque não têm credibilidade. Criei um sistema que oferece às grandes empresas todos os dados daquela pessoa [como documentos, endereço e histórico de vendas] e também gera um recibo eletrônico da transação ao vendedor por meio de um SMS, de forma que ele não tenha de comprar um smartphone de alto valor” disse um dos fundadores da BanQu à Época Negócios.

BanQu – Capitalismo para os pobres

A BanQu não é uma ONG, é uma empresa privada, motivada a conquistar o mundo e dar acesso a uma identidade a milhões de pessoas.

A ideia da BanQu é levar esses dados ao mercado, de forma a garantir o controle deles pelas pessoas e possibilitar a integração com o sistema bancário e outras empresas interessadas.

Só no Brasil são mais de 55 milhões de desbancarizados que poderiam utilizar a solução de Hamse, além dos milhares de refugiados que todos os anos buscam abrigo no Brasil.

Apenas os desbancarizados movimentam cerca de 655 bilhões de reais por ano, são R$ 11.909,00 por pessoa no ano. É um grande mercado que os bancos tradicionais ainda ignoram.

A BanQu é uma empresa que quer levar o capitalismo para os pobres, dar oportunidade de integração econômica enquanto gera riqueza para ela e seus sócios.

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Neto Guaraci
Neto Guaraci

Sou estudante de Gestão de Negócios e Inovação na Fatec-Sebrae. Trabalho na Foxbit, ajudo na criação de conteúdo. Amo falar sobre criptomoedas, liberdade financeira e empreendedorismo. Se você também gosta, entre em contato. :)