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O que é blockchain? Como funciona a tecnologia? Blockchain

O que é blockchain? Como funciona a tecnologia?

Entenda como funciona o blockchain, tecnologia por trás do Bitcoin e Ethereum

Lucas Bassotto
Lucas Bassotto

O que é Blockchain?

Com o sucesso do Bitcoin, a tecnologia por trás da moeda digital vem sendo falada em todos os grandes portais de notícias. Muitas empresas anunciam que estão pesquisando aplicações da tecnologia no seu cotidiano. E elas tem toda razão, afinal, é uma tecnologia inovadora que pode ajudar em muitos processos diários. Mas por que ela é tão revolucionária? Ao longo desse post você vai descobrir.

Não existe nada de misterioso por trás do Blockchain, por mais que a maioria das pessoas falem que “o nome parece complexo’.

Olhando pelo lado simples o blockchain nada mais é do que o um banco de dados que armazena informações em uma cadeia de blocos utilizando um carimbo de tempo que registra data e hora. Isso torna a tecnologia perfeita para registro de informações que necessitam de confiança.

Ao invés das informações ficarem armazenadas em um só computador, no blockchain, essa mesma informação fica armazenada em milhares de computadores espalhados pelo mundo inteiro. Cada computador da rede detém uma cópia integral do banco de dados, o que torna as informações inseridas nele extremamente seguras e confiáveis, porque não há um ponto único da ataque.

Na imagem abaixo, o blockchain é equivalente à figura (C), enquanto a maioria dos bancos de dados é representada pelas imagens A e B. No caso do blockchain, caso uma única estação seja comprometida, a rede continuaria funcionando normalmente com quase nenhum impacto.

exemplo de funcionamento do blockchain para o texto o que é blockchain

Como funciona?

Cada computador da rede detêm uma cópia do banco de dados. Além disso, eles auditam todas as informações de forma a buscar e eliminar a possibilidade de fraudes. Todo e qualquer processo de decisão no blockchain é estabelecido através de um consenso de maioria simples. Para que uma informação seja inserida no banco de dados, o consenso da rede de computadores deve reconhecê-la como legítima.

O nome blockchain remete à uma cadeia de blocos que estão interligados e que são dependentes um do outro. Mas como os blocos entraram nessa discussão? É muito simples. As informações são armazenadas em blocos. Todo bloco tem um resumo de todas as informações inseridas nele, também conhecido como Hash. O conteúdo de um bloco é formado por: informação + hash do bloco anterior + hash.

Conforme mais informações são transmitidas, elas aguardam na fila até serem inseridas em um bloco. O hash do próximo bloco de informações deve ser compatível com o hash do bloco anterior, quando isso ocorre, os dois blocos se ligam e se tornam dependentes um dos outros. De tal forma que um bloco não pode ser modificado sem o consenso de toda a rede.

Porque é tão difícil atacar o blockchain

Suponha que temos um blockchain que está no bloco 99. Temos um hacker que deseja apagar uma informação que está inserida no bloco 0. Como ele faria para tentar atacar esse banco de dados?

Nesse caso ele deveria apagar a informação no bloco 0, controlar a maioria de todos os computadores da rede e descobrir os hashes dos próximos blocos até o atual (bloco 99). Ainda vale citar que ele deve fazer isso tudo em 10 minutos, que é o tempo do próximo bloco ser formado.

Caso um bloco 100 seja formado durante a sua tentativa de ataque, suas chances de ser bem sucedido diminuem drasticamente até chegarem a 0, porque ele vai ter que começar todo o trabalho novamente até alcançar o bloco 100 antes do restante da rede.

O hacker não poderia simplesmente modificar informações na blockchain sem controlar a maioria da rede.

A possibilidade de ter um banco de dados extremamente segura com informações íntegras torna o blockchain extremamente atrativo para empresas que precisam manter registros permanentes com segurança. Ver o vídeo abaixo pode te ajudar:

Como os blocos são formados?

Lembra dos computadores que auditam a rede? Eles não fazem isso de graça. O trabalho deles é minerar os blocos com as informações e formar um hash compatível com o do bloco anterior. E isso é muito difícil, porque encontrar esse hash requer uma alta frequência de cálculos. O que é perfeito para executar milhares de cálculos rapidamente? Exato, um computador com alto poder de processamento.

No caso do Bitcoin, essas informações registradas no blockchain são as transações, que recebem uma confirmação da rede após o bloco em que elas estão inseridas ser minerado. Quando esse bloco é minerado, o computador que encontrou o bloco recebe uma recompensa de 12.5 Bitcoins. E não, não dá para minerar bitcoin em casa, desde 2013 isso se tornou inviável.

Então existe um alto custo para atacar um blockchain onde muitos computadores cooperam. De tal forma que o prejuízo seria tão grande que a pessoa que deseja atacar a rede provavelmente iria preferir cooperar com ela para ganhar uma recompensa maior.

Se você se interessou por mineração, nós temos um podcast no qual você pode se aprofundar no assunto de forma divertida:

Como ele pode ser utilizado na prática?

O Blockchain não é aplicável em todas as situações e negócios. A tecnologia é perfeita para aquelas empresas que precisam registrar informações de forma confiável e transparente. Por exemplo, o blockchain seria perfeito para uma empresa que deseja vender ingressos infalsificáveis, registro de terras, registro de identidade, contratos, autenticação de documentos e rastreamento de produtos.

Apesar de parecer que estou falando de futuro, todas essas aplicações de Blockchain já existem a já estão funcionando. Em Dubai não será mais possível registrar terras a não ser utilizando Blockchain. A Civic é uma plataforma online que permite o registro de documentos e identidade.

A plataforma do Ethereum permite a criação de contratos inteligentes entre duas pessoas, sem necessidade de intermediário. A OriginalMy, empresa brasileira, também faz autenticação e registro de documentos, como um cartório online baseado em blockchain. Já existem redes sociais como Minds e Steemit que são baseadas em blockchain, o que torna essas redes perfeitas para garantir a liberdade de expressão de seus usuários.

Ou seja, essas coisas já estão acontecendo e não devem levar muito tempo para ocorrerem em larga escala nas grandes indústrias.

Caso queira se aprofundar no assunto, principalmente em contratos inteligentes, tem um podcast do qual participei, o Conexão Satoshi, que você pode conferir abaixo:

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Lucas Bassotto
Lucas Bassotto

Sou Lucas Bassotto, graduando em Economia. Um grande entusiasta do mundo da criptoeconomia. Atualmente trabalho na Foxbit produzindo conteúdo.

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