O mercado de criptomoedas deixou de ser um nicho restrito a entusiastas de tecnologia e passou a ocupar espaço crescente na rotina financeira da população brasileira.
Atualmente, cerca de 59 milhões de brasileiros já tiveram algum tipo de contato com os ativos virtuais, o equivalente a aproximadamente 37% da população adulta. Entre os investidores, 42% afirmam ter comprado as moedas digitais ao menos uma vez, segundo dados do setor.
Os números financeiros reforçam a dimensão desse avanço. Entre julho de 2024 e junho de 2025, o volume movimentado em criptomoedas no Brasil alcançou US$ 318,8 bilhões, cerca de R$ 1,7 trilhão, representando crescimento de 109,9% na comparação com o período anterior.
Com isso, o País passou a liderar o mercado cripto da América Latina e ocupa atualmente a quinta posição no ranking global de adoção de ativos digitais, considerando transações, número de usuários e utilização em pagamentos e investimentos.
Impulsionada por esse crescimento e pela consolidação do Brasil como um dos principais mercados globais de ativos digitais, Belo Horizonte recebe, na próxima quarta-feira (20), a primeira grande conferência de blockchain e Web3 de Minas Gerais voltada à integração entre iniciativa privada, setor público e ecossistema de inovação.
Com entrada gratuita, o BH OnChain será realizado das 9h às 19h, no Teatro Francisco Nunes, no Centro da capital mineira, reunindo empresários, executivos, desenvolvedores, investidores, estudantes e profissionais interessados nas aplicações práticas das tecnologias blockchain no mercado brasileiro.
Promovido em parceria com a Empresa de Informática e Informação de Belo Horizonte (Prodabel ), o evento nasce com a proposta de aproximar o público mineiro das soluções já existentes no universo cripto, indo além da visão especulativa que marcou o setor nos últimos anos.
Segundo o organizador do evento, Bernardo Nery, CEO da Vega Crypto e presidente da Ethereum (ETH) Brasil – segunda maior criptomoeda do mundo em capitalização de mercado e uma das mais negociadas no País – a proposta é apresentar casos concretos de utilização da tecnologia blockchain em áreas como pagamentos internacionais, privacidade digital, regulação, serviços públicos e tokenização de ativos.
Este último é conhecido pelo processo de transformar ativos reais – como imóveis, commodities, recebíveis ou contratos – em representações digitais registradas em blockchain.
“O mercado amadureceu muito. As empresas de cripto hoje estão muito mais ligadas à aplicação real das tecnologias do que apenas à lógica de tokens e especulação. Percebemos, nas conversas com a Prodabel, que ainda existe um grande gap entre o que já vem sendo desenvolvido no Brasil e o nível de conhecimento do público empresarial sobre essas soluções”, afirma.
A expectativa da organização é receber cerca de 540 pa