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Os bitcoiners estão presenciando mais uma tentativa falha de banir o Bitcoin em um país. Com a escassez, a criptomoeda enxergou uma valorização 39% acima do que é negociada em outras regiões.

Desta vez, o Banco Central da Nigéria emitiu uma nota oficial no dia 5 de fevereiro para que os bancos e instituições financeiras fechassem a conta de “pessoas e entidades financeiras que transacionam ou operam com criptomoedas”.

Nem mesmo o Senado da Nigéria respondeu bem à tentativa de banimento do Bitcoin e pediu que o Banco Central emitisse um esclarecimento sobre a decisão, já que causaria perdas de oportunidades para a economia do país.

Preço do bitcoin explode em negociações P2P

Sem a possibilidade de usar corretoras tradicionais ou serviços similares, sobrou para os nigerianos a compra e venda de criptomoedas de forma direta, de pessoa para pessoa (P2P). Conforme o desenvolvedor nigeriano do Bitcoin Core Tim Akinbo explicou, o Bitcoin é peer-to-peer, o que significa que pode ser negociado sem intermediários.

“Seu banco pode encerrar sua conta, mas ninguém pode encerrar sua carteira bitcoin. Este desenvolvimento, embora preocupante, não será o fim do bitcoin na Nigéria”, concluiu ele com razão, já que as pessoas continuaram em busca de comprar o criptoativo que explodiu de preço no país.

De acordo com dados coletados em diversas exchanges pelo Bitcoin Price Map, projeto criado pelo programador brasileiro Miguel Medeiros, cada bitcoin chegou a ser negociado por volta de US$ 72.000 na Nigéria. O segundo Bitcoin mais caro do planeta é da Venezuela, que é vendido a cerca de US$ 52.800.

preço do bitcoin ao redor do mundo

E por mais que possa parecer tentador realizar uma operação de arbitragem, não parece ser uma boa ideia vender bitcoins por nairas nigerianos. Segundo o senador Sani Musa, que se mostrou completamente contrário ao banimento promovido pelo Banco Central, “o Bitcoin tornou a moeda nigeriana quase inútil ou sem valor“.

Sua fala foi proferida na histórica audiência da última quinta-feira (11), onde o senador revelou que seu filho possuía mais de 3 bitcoins e era favorável à tecnologia. “a tecnologia [blockchain] é tão forte que não vejo o tipo de regulamentação que podemos fazer.”, disse.

Seu colega Tokunbo Abiru, disse que proibir o Bitcoin seria bom por causa dos desafios que apresenta, mas previu que bani-lo não iria levá-lo embora.

“Até a nossa Comissão de Troca de Segurança (SEC) também reconheceu a criptomoeda como um ativo financeiro que eles precisam regular. O que devemos fazer é convidar as principais partes interessadas para uma audiência pública.”, acrescentou Abiru.

Já o senador Biodun Olujimi resolveu ressaltar as inovações e as riquezas que os empreendedores estavam trazendo para o país.

“Não criamos a criptomoeda e, portanto, não podemos eliminá-la e também não podemos nos recusar a garantir que funcione para nós. Essas crianças estão fazendo ótimos negócios com ele e obtendo resultados, e a Nigéria não pode se isentar desse tipo de negócio.

O que podemos fazer é garantir que pessoas más não o usem. Este movimento é o mais importante para nós. Chegou a hora de harmonizarmos todas as questões relativas à criptomoeda.”, disse.

Leia mais: Não dá para proibir Bitcoin, admite Banco Central da Rússia

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