O CEO da BlackRock, Lary Fink, parece ter mudado sua opinião em relação ao Bitcoin, argumentando que a moeda digital está chamando atenção e poderia ameaçar o dólar americano. Com sede em Nova Iorque, a BlackRock foi fundada em 1988 e é atualmente a maior gestora de ativos do mundo.

Após seus comentários serem repercutidos em cadeia nacional, Fink se junta ao CIO da companhia que afirmou recentemente que o Bitcoin poderia substituir o ouro. Agora são dois executivos da BlackRock comentando sobre o potencial do criptoativo.

Desta vez, a CNBC mostrou o CEO da BlackRock dizendo que o Bitcoin chamou a atenção de muitas pessoas e pode evoluir para um mercado global, tornando o dólar menos relevante para o mercado internacional.

Mercado de bitcoin ainda é pequeno

Após uma impressionante alta do bitcoin no final deste ano, o ativo voltou a atrair atenção do público, aparecendo diversas vezes em TV aberta ao redor do mundo.

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Além disso, várias figuras proeminentes do mundo financeiro ofereceram suas opiniões. Alguns deles mudando completamente sua antiga visão em relação à criptomoeda.

O CEO da BlackRock parece ser o mais recente. Em 2017, Larry Fink disse que o Bitcoin não passava de um “índice de lavagem de dinheiro”. No entanto, três anos depois ele aparentemente mudou de ideia, como relatou a CNBC.

Em declarações ao ex-governador do Banco da Inglaterra, Mark Carney, no Conselho de Regulamentações Estrangeiras, Fink afirmou que o BTC poderia evoluir para um mercado global e ameaçar o dólar.

“O Bitcoin chamou a atenção e a imaginação de muitas pessoas. Ainda não testado, o mercado é muito pequeno em relação a outros mercados. [O Bitcoin] vê esses movimentos gigantescos todos os dias… é um mercado pequeno. Pode evoluir para um mercado global? Possivelmente.”

Apesar de ser negociado em praticamente todos os países do mundo, o valor de mercado do bitcoin está em torno de US$ 350 bilhões, ainda menor do que o valor de mercado da Visa, por exemplo. Se o objetivo final for tomar o espaço de moedas globais ou reserva de valor mundial, ainda existe muito caminho para percorrer.

O Bitcoin é uma ameaça ao dólar?

Fink também tocou em outro ponto que talvez seja ainda mais notável para o Bitcoin. Ele acredita que a existência da criptomoeda tem um “impacto real” sobre o dólar americano. Ele afirmou que o btc torna o dólar menos relevante “não para os americanos, mas para detentores internacionais de ativos baseados em dólares”.

O CEO da BlackRock explicou ainda que a ascensão do Bitcoin questionou o status do dólar como moeda de reserva mundial. “Isso muda a necessidade por dólares como reserva de valor?”

Afinal, existem maneiras mais eficientes de se transacionar valor para diferentes localidades com tecnologias descentralizadas que não enxergam fronteiras.


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