O mercado de criptomoedas iniciou esta quarta-feira, 7 de janeiro de 2026, em um tom de cautela, mas com desenvolvimentos institucionais que prometem moldar o restante do ano. Enquanto o Bitcoin (BTC) apresenta uma correção saudável para a casa dos US$ 91 mil, gigantes de Wall Street e o legislativo norte-americano aceleram seus movimentos.
Morgan Stanley entra no jogo dos ETFs
Em um movimento histórico para o setor bancário, o Morgan Stanley solicitou formalmente a aprovação para lançar ETFs (Exchange-Traded Funds) de Bitcoin, Solana e Ethereum nos Estados Unidos. Esta é a primeira vez que um dos grandes bancos de investimento americanos busca oferecer produtos de exposição direta a múltiplos ativos digitais, sinalizando uma maturação profunda da infraestrutura financeira cripto.
A decisão ocorre em um momento em que a tokenização de ativos do mundo real (RWA) se torna o tema central de 2026, impulsionada pela adoção em massa de stablecoins reguladas no ano anterior.
Decisão crucial no Senado dos EUA
No campo regulatório, a tensão aumenta em Washington. O Senado dos EUA agendou para a próxima quinta-feira, 15 de janeiro, a votação de um projeto de lei abrangente sobre a estrutura do mercado de criptomoedas. Embora o presidente do Comitê Bancário, Senador Scott, esteja determinado a avançar, o setor privado expressa preocupações sobre a falta de consenso bipartidário, o que pode gerar volatilidade nos preços nas próximas semanas.
Análise de Mercado: Correção ou Bear Market?
Apesar da queda de 1% no BTC hoje, analistas do Itaú BBA descartam o risco de um novo “bear market”. Segundo o banco, o movimento atual permite que o mercado ajuste posições e construa uma base sólida para novos recordes. No Brasil, o suporte-chave do Bitcoin está em R$ 450 mil, com resistências importantes em R$ 512 mil.
Outras criptomoedas, como Dogecoin (+27%) e Cardano (+24%), continuam a superar o desempenho do Bitcoin no acumulado do ano, refletindo um apetite por risco ainda presente entre os investidores.
Contexto Geopolítico e Econômico
O cenário macroeconômico global continua a favorecer ativos de risco, com o Federal Reserve sinalizando novos cortes nas taxas de juros. No entanto, investidores monitoram de perto o Banco do Japão, que pode apertar sua política monetária ainda este ano, introduzindo um novo elemento de incerteza nos mercados globais.
A permanência de empresas com grandes reservas de Bitcoin, como a MicroStrategy, nos índices da MSCI também trouxe alívio institucional, evitando uma liquidação forçada que muitos temiam no final de 2025.
Este conteúdo tem caráter informativo e não constitui recomendação de investimento.