O BTC tem mostrado sinais de força de curto prazo, especialmente depois de recuperar a média móvel de 200 dias no gráfico de 4 horas e segurar o suporte de US$ 47,2 mil.

É notável o Bitcoin conseguir manter o suporte, apesar das ações globais serem liquidadas com a valorização do dólar. No curto prazo, o BTC conseguiu recuperar a média móvel crítica de 200 dias, a média móvel exponencial de 21 dias e a média móvel de 200 dias no gráfico de 4 horas.

Para os traders, isso revela um otimismo em relação ao criptoativo, considerando que as ações globais estão caindo.

De acordo com dados do Coingolive, o Bitcoin subiu 8,25% nesta semana enquanto o acumulado de 14 dias é de -2,88%.

Gráfico do Bitcoin (par BTC/USD) dos últimos 5 dias. Fonte: TradingView.
Gráfico do Bitcoin (par BTC/USD) dos últimos 5 dias. Fonte: TradingView.

HODL firme e forte

A positividade de curto prazo provavelmente se deve à força contínua nas métricas on-chain, particularmente com mãos fortes segurando grandes quantidades de moedas mais antigas enquanto as moedas mais novas são vendidas.

A idade média da moeda, uma métrica de análise em blockchain, continua a atingir novos máximos, um forte sinal de que os detentores de longo prazo continuam a fase de acumulação e não estão vendendo.

Ciclos anteriores com comportamento semelhante levaram a corridas significativas de alta, fazendo com que os detentores de longo prazo comecem a se distribuir em força.

A fase de acumulação de bitcoin se intensifica. Gráfico: CryptoQuant.
A fase de acumulação de bitcoin se intensifica. Gráfico: CryptoQuant.

Outras notícias da semana

Existem outros motivos para se manter otimista além da confiança dos detentores de longo prazo. Em um artigo publicado na terça-feira (14), demos 3 razões para estar bullish em bitcoin:

  • O cenário inflacionário americano afasta a chance de retirada de estímulos à economia, bom para as bolsas e para as criptomoedas;
  • A força dos holders, como reforçamos anteriormente;
  • O cruzamento de médias móveis conhecido como golden cross ou cruz de ouro.

Além disso, o analista da Bloomberg Mike McGlone reforçou na quinta-feira (16) o seu alvo de US$ 100.000 para o BTC ainda em 2021. Para ele, o rali será “alimentado pelas tendências anteriores do Bitcoin, sua oferta em declínio e adoção convencional”.

Em outras ocasiões, McGlone mencionou várias vezes a importância da deflação programada do Bitcoin, que é um fator benéfico contra a depreciação constante da moeda fiduciária conduzida pelos governos ao redor do mundo.

Outro destaque da semana foi o baixíssimo saldo de bitcoin nas corretoras de cripto, que está em um nível mais baixo desde agosto de 2018. Isso representa uma menor chance de vendas em massa e uma consequente desvalorização da moeda no curto prazo.

Ainda nesta quinta-feira, Anthony Scaramucci, ex-diretor de comunicação da Casa Branca e atual CEO da firma de investimentos SkyBridge, disse que o Bitcoin poderia se tornar a moeda de reserva mundial. Para ele, a alta volatilidade é explicada com o fato de que o BTC ainda está nos primeiros dias de adoção.

Também nesta semana, uma estátua de Satoshi Nakamoto foi levantada na Hungria, com um aspecto reflexivo para que todos possam se enxergar no rosto do criador do Bitcoin. Veja fotos:

Para ficar por dentro de tudo que acontece no mundo das criptomoedas, siga o Cointimes pelo Telegram.

Compre e venda Bitcoin e outras criptomoedas na Coinext
A corretora completa para investir com segurança e praticidade nas criptomoedas mais negociadas do mundo.
Cadastre-se e veja como é simples, acesse: https://coinext.com.br