No mês agosto, o principal índice da Bolsa de Valores acumulou uma queda de 2,48%. Sendo assim, das 84 ações que compõem o Ibovespa, 55 encerram o mês em queda. 

Com efeito, o resultado do índice está em vermelho, com uma desvalorização de 0,20%. No entanto, ainda houveram ações com bons desempenhos, como a Embraer (EMBR3), que encerrou agosto com uma alta de 25%, obtendo uma valorização acima do esperado.

Além disso, o principal ponto que prejudicou o cenário de cotação do Ibovespa foram os riscos fiscais. Entre a disputa da correção do teto de gastos, a dívida dos precatórios se alastrou nas contas do governo federal para o ano seguinte.

1º Embraer (EMBR3)

Concebida pelo Governo Federal, a Embraer é uma empresa nacional de aeronáutica. Após sua privatização, a companhia se transformou na maior exportadora de produtos manufaturados de alta tecnologia e a terceira maior fabricante de jatos comerciais.

Desse modo, a valorização de 25,98% das ações em agosto foi estimulada por uma série de encomendas de aeronaves e novas parcerias da subsidiária Eve. O negócio secundário da empresa atua no desenvolvimento e manutenção dos “carros voadores”, os eVTOLs.

De acordo com o BTG Pactual, as novas encomendas e o potencial de operação na mobilidade aérea urbana (eVTOL) foram as principais razões para o bom desempenho da Embraer.

2º CPFL Energia (CPFE3)

Em resumo, a CPFL Energia é uma holding que, através de suas subsidiárias, comercializa, gera e distribui energia elétrica. 

As suas ações registraram uma valorização de 14,69% em agosto, uma vez que no último dia do mês as ações estavam avaliadas em R$ 29,04, enquanto no primeiro dia estavam a R$ 25,42.

Logo, os fatores para o movimento de compra das ações foram o balanço de resultados do segundo trimestre da companhia e o anúncio de distribuição de dividendos.

3º Braskem (BRKM5)

A Braskem foi criada por seis outras empresas em conjunto. Contudo, atualmente a mesma é controlada pela Novonor, que atua no setor químico e petroquímico.

Assim sendo, possui ações ordinárias (BRKM3) e preferenciais (BRKM5 e BRKM6) que estão listadas no nível 1 de Governança Corporativa da B3 e atendem a requerimentos de Nível 2 e Novo Mercado.

Entretanto, a companhia se destacou no Ibovespa a partir do dia 18 de agosto. A reviravolta ocorreu após o anúncio de uma nova parceria com a Nexeo Plastics. Em suma, através da Nexeo, os produtos da companhia serão entregues na Europa e América do Norte. Assim, a empresa teve uma valorização de 14,27% no mês.

4º Cemig (CMIG4)

O Governo de Minas Gerais controla a Companhia Energética de Minas Gerais, que possui em torno de 50% das ações ordinárias da empresa. A saber, a empresa atende mais de 17 milhões clientes e atua em 22 estados do país.

A propósito, as ações da companhia apresentaram um desempenho sólido ao longo do mês, encerrando o mês de agosto com uma valorização de 13,15%.

No segundo trimestre deste ano, a Cemig reportou um lucro líquido de R$ 1,94 bilhão. Ou seja, em comparação com o mesmo período no ano passado, apresentou uma alta de 80%.

5º Suzano (SUZB3)

A Suzano é uma companhia que atua na produção de papel e celulose, a partir do plantio de eucalipto. Além disso, é uma das maiores empresas com estrutura para a distribuição de papéis e produtos gráficos dentro da América do Sul. Mas, também está presente nos Estados Unidos, Suíça, Argentina e Áustria.

Em suma, no intervalo entre abril e junho deste ano, a companhia reportou um lucro líquido de R$ 10,036 bilhões. Assim, reverteu o prejuízo do segundo trimestre do ano passado de R$ 2 bilhões.

Em conclusão, a Suzano encerrou o ranking das maiores altas em agosto, com uma valorização de 12,82% no preço das suas ações no período.

Bitcoin superou qualquer ação da bolsa em agosto

Apesar do bom desempenho de alguns papéis da bolsa de valores brasileira, o Bitcoin obteve uma performance de 31,13% nos últimos 30 dias de acordo com o Coingolive.

Com um maior retorno, mas também com uma alta volatilidade, a criptomoeda surge como uma alternativa para investidores mais arrojados. No Brasil, o volume de negociação do bitcoin foi de cerca de R$ 7,6 bilhões.

Texto publicado originalmente em 1Bilhão Educação Financeira e adaptado pelo Cointimes.

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