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Bolsonaro está certo? A China quer comprar o Brasil? Economia

Bolsonaro está certo? A China quer comprar o Brasil?

A China realmente está dominando o mundo?

Neto Guaraci
Neto Guaraci

‘Países podem comprar no Brasil, mas não comprar o Brasil’ essa é a frase do nosso presidente eleito, Jair Bolsonaro. Estaria ele certo? Vamos fazer uma análise sobre a influência da China no cenário mundial e inclusive no mercado de bitcoins e criptomoedas.

A China tem hoje o segundo maior PIB do mundo, em menos de 40 anos mais de 800 milhões de Chineses saíram da extrema pobreza. O gigante chinês, que detém duas vezes a população da União Europeia (UE) está se tornando um grande player nas relações internacionais, desafiando até mesmo o todo-poderoso Estados Unidos.

O começo da expansão

E quando eu falo em desafiar, não é apenas no cenário político e econômico. Há mais de um ano a China está expandindo seu território com pequenas ilhas no “Mar do Sul da China”, que apesar do nome é uma área de águas internacionais (de passagem livre), esse local é responsável por grande parte do comércio mundial.  São 5 trilhões de dólares passando pela seguinte área anualmente:

Mar do sul da china
Área que a China quer anexar – Fonte thegeopolitics.com

A expansão chinesa com ilhas artificiais criou uma série de situações complicadas nos últimos anos, tem ficado comum as ameaças chinesas aos navios e caças norte-americanos que passam pela região. As ilhas estão cada vez mais militarizadas. Veja abaixo uma dessas ilhas:

Fonte:cnn.com

A CNN embarcou em um avião norte-americano e conseguiu gravar as ameaças chinesas, veja o vídeo abaixo no minuto 2:09:

A China está comprando o mundo?

Mas além da expansão militar, os chineses estão muito mais agressivos na expansão de suas armas econômicas. No mapa abaixo podemos ver a área de influência regional, antes dominada pelos Estados Unidos e aliados.

 

China área de influencia

Todos os países de vermelho estão sob influência chinesa, muitos desses países cederam as pressões econômicas e caíram em algumas armadilhas de Pequim.

O caso mais recente é do pequeno Sri Lanka, o país pegou empréstimos bilionários e não tendo como pagá-los acabou cedendo um porto (construído com dinheiro emprestado) para uma empresa estatal chinesa.

O Sri Lanka é apenas um dos “beneficiários” do programa de empréstimos (inclusive de tecnologia) de Pequim, o chamado “Belt and Road Initiative”. E claro, o Brasil está no meio deles.

Segundo o portal de notícias governamental  China Daily,  já há mais de 54 bilhões de dólares investidos em diversos projetos de infraestrutura, que vão de linhas elétricas até projetos de expansão do porto de São Luís.

Será que esses investimentos são positivos para o Brasil?

China expansão no Brasil
Fonte: chinadaily.com – Linha de transmissão saindo de Belo Monte

Há muitas empresas e empresários sino-brasileiros tirando seu dinheiro da China para investir em mercados com grandes oportunidades e com menos risco de interferência política. Esse capital é muito importante para nossa recuperação econômica.

Além do mais, a China é  a maior parceira comercial do Brasil, cortar relações ou criar uma guerra comercial seria um grande tiro na cabeça para nossa economia.

O que realmente precisamos é saber diferenciar o que é “investimento/empréstimo armadilha” vindo do Partido Comunista Chinês (PCC) dos investimentos de empresários. Essa é uma tarefa árdua, talvez impossível, pois como mostrou uma reportagem da Bloomberg, Pequim se mete até na fabricação de chips em empresas já bem consolidadas no mercado.

china chip
Fonte: Bloomberg.com – china usa de chips para se infiltrar na Apple e na Amazon

Bitmain – O plano para dominar os bancos centrais

Até mesmo o Bitcoin sofre com a influência chinesa, muitos acreditam que a maior empresa de mineração de criptomoedas do mundo faz um péssimo favor ao bitcoin.

A Bitmain é uma empresa controversa, ela apoiou o fork do Bitcoin Cash, registrou patentes para se aproveitar de vantagens na mineração (ASIC Boost) e por meses não repassou essa melhoria às máquinas de mineração vendidas em seu site.

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No começo do ano, Jihan Wu, CEO da Bitmain anunciou um ambicioso projeto. Ele selecionaria ~20 startups com bons projetos para a implementação de um banco central privado. A ideia de Jihan é vender esse modelo de banco para países cujos governos não conseguem controlar a inflação, citando países da África como exemplo.

Em suma, a China está expandindo sua área de influência, seja por meios militares, econômicos ou até políticos. Se por um lado essa expansão cria um fluxo de investimentos em infraestruturas essenciais para os países ainda em desenvolvimento, por outro lado cria uma enorme dependência e dá a uma ditadura o poder sobre assets importantes.

Bolsonaro está certo sobre os desejos chineses no Brasil? Parcialmente, há muitos empresários chineses que apenas querem produzir no Brasil. Veremos se o discurso firme de Bolsonaro resistirá as pressões políticas e econômicas do gigante asiático.

Fonte da imagem de capa: Ricardo Moraes/Reuters

Neto Guaraci
Neto Guaraci

Sou estudante de Gestão de Negócios e Inovação na Fatec-Sebrae. Trabalho na Foxbit, ajudo na criação de conteúdo. Amo falar sobre criptomoedas, liberdade financeira e empreendedorismo. Se você também gosta, entre em contato. :)