Um suposto sumiço de R$ 100.000 em bitcoin levou a morte de um corretor de valores de 45 anos no dia 7 de outubro em Balneário Camboriú. Na segunda-feira (11), a Polícia Civil de Santa Catarina prendeu temporariamente o suspeito de ter praticado o homicídio.

De acordo com relatos de testemunhas aos investigadores, o caso teria sido motivado pela cobrança de uma dívida. A vítima, Júlio Fernando de Andrade Niccioli, teria entregue R$ 100 mil para o suspeito investir na criptomoeda, mas, deste valor, R$ 40 mil foram usados em uma “movimentação malsucedida” e os outros R$ 60 mil teriam sumido.

Segundo o delegado Ícaro Malveira, a vítima morreu com um tiro na cabeça na noite de quinta-feira dentro de sua Mercedes-Benz. Em nota, a Polícia afirmou que o suspeito, de 22 anos, efetuou um disparo com arma de fogo e depois saiu do local, após ter recolhido todos os objetos que pudessem incriminá-lo. A vítima foi encontrada na manhã da sexta-feira (8).

Carro Mercedes-Benz da vítima do homicídio. (Foto: De olho BC. Fonte: NSC Total).
Carro Mercedes-Benz da vítima do homicídio. (Foto: De olho BC. Fonte: NSC Total).

“Ainda na sexta-feira, a Polícia Civil já tinha identificado o suposto suspeito. No sábado, a prisão foi deferida pela Justiça e, no domingo, a Polícia Civil começou as tratativas com o advogado do suspeito, com a finalidade de conseguir a sua apresentação na Delegacia de Polícia, o que aconteceu nesta segunda-feira pela manhã.”, afirmou a Polícia Civil de Santa Catarina.

Segundo informações do jornal local NSC Total, Júlio era corretor de valores e não trabalhava com bitcoin, mas seu interesse por investir em cripto o levou ao responsável pelo crime.

O inquérito está em andamento e deve ser concluído no prazo legal de 30 dias. O preso foi encaminhado para o Presídio de Itajaí e permanece à disposição da Justiça.

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