Se você já se cadastrou em alguma corretora de bitcoins brasileira ou internacional sabe da enorme burocracia cobrada para comprar e trocar criptomoedas. Às vezes elas te pedem rg, cpf, foto, imposto de renda e algumas até inventaram a gravação de vídeo via WhatsApp. 

As corretoras não fazem isso de propósito, elas são obrigadas a requererem todos esses dados pelo governo. E para quê? A ideia é evitar que criminosos usem o sistema financeiro e dar mais segura para o usuário, em tese. A verdade está longe da sensação de segurança dada por esses procedimentos.

“Kyc dissolve a privacidade não de certos indivíduos específicos acusados de irregularidades, mas a privacidade de todos os indivíduos, nenhum dos quais foram acusados de nada.

Podemos fazer melhor do que isso como sociedade. Vigilância sem mandado de todas as pessoas não pode ser nosso padrão.”, escreveu Erik Voorhees, CEO da Shapeshift.


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Além de criminalizar todos que fazem transações financeiras como suspeitos, as normas de KYC (“Conheça Seu Cliente”) causam um enorme prejuízo. Apenas nos Estados Unidos, 20 milhões de pessoas sofrem com identidades roubadas devido a vazamentos de dados de KYC. Como resultado, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos estima perdas de até US$17 bilhões anualmente provenientes de roubos e esquemas usando esses dados.

Destruição criativa da ShapeShift

Desde sua criação em 2014, a ShapeShift não requeria identificação de seus clientes. Entretanto, isso mudou em 2018, ano em que foi pressionada por diversos órgãos reguladores a pedir “rg e cpf” de todos os seus clientes, mesmo apenas fazendo negociações cripto-cripto.

Qual foi o resultado? A ShapeShift perdeu volume e relevância no mercado. Não demorou muito para outras empresas ocuparem seu lugar, como a  Changelly e diversos sites russos.

Além disso, uma nova modalidade empresarial foi criada. As exchanges descentralizadas (dex) ganharam tração em 2020. Em vez de estruturas burocráticas, caras e lentas, as dex são apenas um software ou um contrato inteligente que usa o blockchain

Através de incentivos no protocolo, os programadores e comunidade são encorajados a manterem o software de trocas. A corretora Bisq é um ótimo exemplo , ela usa o blockchain do bitcoin como base para as trocas diretas entre usuários, se a transação dá algum problema eles ganham uma taxa de moderação definida por um contrato auto-executável. 

Já a corretora UniSwap, construída para funcionar no blockchain do Ethereum, é financiada por doações da Ethereum Foundation e fundos como a Paradigm. Contudo, futuramente eles querem aplicar uma taxa de 0,005% em cada transação para financiar os desenvolvedores de forma descentralizada (por meio de votações para onde vão os fundos).

Ontem, Voorhes chocou o mercado ao anunciar o encerramento das atividades da ShapeShift como intermediária. Agora, a empresa vai desenvolver protocolos de troca.

“Com esta mudança fundamental em nosso negócio, a ShapeShift não é mais uma troca ou intermediária de qualquer forma. Somos simplesmente uma interface de software que torna mais fácil para as pessoas manter e gerenciar seus ativos digitais (em suas próprias chaves, como sempre) e interagir com segurança com tecnologia de finanças descentralizada.

Somos uma empresa de tecnologia, não uma instituição financeira.”

Atualmente a nova plataforma só aceita tokens na rede Ethereum, a integração direta com o blockchain do bitcoin acontecerá ainda neste trimestre. 


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