O Wikileaks recebeu um aumento significativo de doações em seu endereço de Bitcoin após a prisão de seu fundador, Julian Assange.

Momentos antes da prisão, o Twitter do Wikileaks postou a página de doações contendo o endereço de bitcoin que irá ajudar a custear a defesa de Assange:

Até agora foram feitas 198 transações para o endereço de Bitcoin
39o6E2qascmB5rNwFtJU6ug5PXZx5K2ED3 , totalizando 3,99 BTCs ou algo em torno de R$77 mil. Das 198 transações, pouco mais de 70 foram feitas hoje

Além de receber doações em bitcoin, Wikileaks também aceita moeda fiat via Mastercard, Amex e até transferência bancária.

Fora Bitcoin, a organização está aceitando Zcash, a criptomoeda privada que até agora tem um saldo de 10 ZECs ou ~R$2.600,00, via endereço transparente. Doações anônimas também são possíveis utilizando a mesma criptomoeda, mas com o endereço privado.

A instituição foi uma das primeiras a aceitar Bitcoin, ainda em 2011, quando a Visa, Mastercard e a maior parte dos bancos do mundo bloquearam, a mando do governo norte-americano, todas as contas do Wikileaks.

Assange ficou detido na embaixada equatoriana em Londres desde Agosto de 2012, quando o país resolveu dar asilo.

Corrupção do atual presidente do Equador

Lenín Moreno assumiu o cargo em maio de 2017, sucedendo Rafael Correa - Créditos: Foto: Cristina Vega/AFP
Lenín Moreno, atual presidente do Equador | Foto Cristina Verga/AFP

Após uma troca de poder no governo equatoriano, as coisas mudaram para Assange, que foi privado da internet e mal tratado dentro da embaixada.

O ressentimento do atual presidente, Lenín Moreno, com o Wikileaks se deve ao vazamento dos Panamá Papers. Segundo o The Guardian, Lenín poderia estar envolvido em escândalos de corrupção utilizando offshores no Panamá.

Enfim, a soma dos interesses escusos de Moreno, com o interesse de melhorar as relações Equador/Estados Unidos resultou na prisão do fundador do WikiLeaks.

Ainda é possível que Assange seja extraditado para os Estados Unidos, onde poderia ser condenado à prisão perpétua.

Para ajudar na defesa de Assange e ver todos os métodos de doação basta acessar o Blog do Wikileaks.

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