A aprovação da Proposta de Melhoria da Ethereum (EIP) 1559 provocou revolta por parte dos mineradores da criptomoeda. Agora, os mineradores estão se organizando em uma demonstração de força, buscando concentrar 51% do poder computacional da rede. A ideia foi vista como uma ameaça por alguns.

Após longas discussões envolvendo os desenvolvedores, especialmente os de aplicativos descentralizados e smart contracts, que a muito se queixam das elevadas taxas da rede, foi decidido que haverá um hard fork em julho para implementação da EIP 1559.

Segundo Olivia Lovenmark, da OKCoin:

O EIP 1559 melhoraria isso [as transações] ao deixar claro quais são as taxas de um sistema automatizado que é comparável ao ajuste de dificuldade do Bitcoin no sentido de que ambos se ajustam, com base no volume e uso da rede.

“O EIP 1159 propõe um ‘BASEFEE’, que se ajusta automaticamente ao nível de congestionamento da rede de transações, fornecendo uma ‘taxa de mercado’ em vez de usuários referenciando os preços pagos.”


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A revolta de Atlas

Se por um lado os desenvolvedores e usuários da rede ficaram contentes com com a atualização, os mineradores, um elo forte da rede descentralizada, parecem estar muito descontentes com a medida. 

Há um chamado às armas / projeção de força que vai ocorrer em 1º de abril quando muitos mineradores domésticos e de médio porte moverão hashrate para a Ethermine.org por 51 horas para mostrar um movimento coordenado de hashpower que foi rejeitado pelos desenvolvedores do Ethereum Core com seus os esforços para pagar o mínimo possível para proteger a rede do ethereum, afirma Michael Carter em seu canal.

Para Carter, “Esta é uma demonstração de força. É um show de: ei, os mineiros podem se coordenar.” Contudo, a proposta de Carter foi criticada inclusive por outros mineradores. Em resposta, ele afirmou:

Esse pool [Ethermine] não acabou de atacar a rede. Não há incentivo para eles atacarem a rede. O que está mostrando é que, se você tiver um desalinhamento de incentivos, pode colocar a rede em uma posição onde um possível invasor poderia colocar um preço lá fora, pagar muito mais por aquele hashpower que acabou de ser iniciado, e agora você tem uma situação em que poderia ter um gasto duplo ou uma reorganização de blocos.

Não foi a primeira vez

Curiosamente, essa não foi a primeira vez que isso ocorreu, não com a rede Ethereum mas com o Bitcoin, pelo menos não propositalmente. Ainda em 2014, a pool de mineração Ghash alcançou 51% do hashrate da criptomoeda.

Porém, logo após alcançar a marca espontaneamente, a pool sofreu um ataque de DDoS, impedindo assim a continuação dos serviços, obrigando com que os mineradores deixassem a pool.

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