Em uma amostra do perigo das stablecoins centralizadas, o consórcio responsável pela stablecoin USDC resolveu pela primeira vez bloquear US$100 mil no blockchain do Ethereum.

No dia 16 de junho, uma transação feita pelo CENTRE – consórcio responsável pela emissão da stablecoin USDC – com o endereço 0x5dB0115f3B72d19cEa34dD697cf412Ff86dc7E1 ativou a função de “blacklist” para um outro endereço na rede Ethereum contendo USDC.

Com isso, o endereço teve seus fundos congelados e agora é incapaz de receber ou enviar qualquer quantidade da stablecoin USDC. 

“O CENTRE pode confirmar se colocou um endereço na lista negra em resposta a uma solicitação da polícia. Embora não possamos comentar as especificidades das solicitações de aplicação da lei, o Center cumpre as ordens judiciais vinculativas que têm jurisdição apropriada sobre a organização”, disse a organização ao site The Block.

A CENTRE é composto por diretores da Coinbase, Impossible Foods e Circle. Esse grupo se reserva no direito de bloquear qualquer endereço com USDC desde que a maior parte da diretoria da CENTRE seja favorável a medida. 

O problema das stablecoins centralizadas

Isso mostra o quão problemático é o uso de stablecoins centralizadas e que permitem o bloqueio de fundos. Apesar de estar no Ethereum, a CENTRE tem o poder de ativar cláusulas nos smart contracts que permitem o bloqueio de fundos, assim como reverter a medida.

E não é apenas a USDC que permite o congelamento de fundos. Olhamos nos termos da BUSD, TUSD, GUSD, USDT e todas se dão ao direito de bloquear os tokens. Ou seja, se alguma autoridade achar sua transação suspeita provavelmente você terá os fundos bloqueados.