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Os analistas esperam que a demanda por veículos elétricos aumente nas próximas décadas, e o gerente de fundo Steven Glass diz que um componente relacionado tem perspectivas “fantásticas” a longo prazo.

O componente crítico para veículos elétricos, usado em baterias, fiação, pontos de carga e muito mais é o cobre. Os preços de referência do metal fecharam em US $8.258 por tonelada na Bolsa de Metais de Londres (LME), na quinta-feira (30), uma baixa de cerca de 20% desde o início de abril. Essa é a maior queda trimestral do cobre desde o primeiro trimestre de 2011.

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Os preços do cobre são amplamente vistos como um indicador da saúde econômica global, uma vez que é usado extensivamente na manufatura, e há receios de que o aumento das taxas de juros e uma possível recessão possam reduzir ainda mais a demanda pelo metal.

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Mas Glass, diretor administrativo da Pella Fund Management, não foi afetado pela negatividade de curto prazo que envolve o metal, segundo ele, “podemos ganhar muito dinheiro com isso.”

Haverá uma “ruptura de abastecimento” para o cobre, segundo Glass, dada a falta de investimento no setor durante a última década, e sua crescente utilização em veículos elétricos.

“Um automóvel elétrico, normalmente, usa quatro vezes a quantidade de cobre em comparação com um veículo de combustão interna. Pensamos que, a longo prazo, o cobre está em uma posição muito, muito forte.” 

Glass declarou durante entrevista para CNBC, no “Squawk Box Asia”

A demanda pelo metal também será apoiada pela proibição da União Europeia de venda de veículos movidos a combustíveis fósseis até 2035, disse ele, bem como por mais estímulos econômicos na China, cenário que Glass acredita “ser provável.”

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Pensando nisso, as apostas de Glass são a empresa chilena de mineração de cobre Antofagasta, e a empresa sueca de metal industrial Boliden. 

Glass se baseia no fluxo de caixa livre para apontar essas empresas, com a Antofagasta sendo negociada com um rendimento de 8% de caixa livre, e a  Boliden com 14%. Para o gerente, “ambas parecem atrativamente valorizadas.”

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