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Google: Obrigada pela proibição do bitcoin Mercado

Google: Obrigada pela proibição do bitcoin

Obrigada Google e Facebook por proibirem criptomoedas

Gabriela Cervantes
Gabriela Cervantes

O Facebook foi a primeira rede social que iniciou a proibição do bitcoin e criptomoedas em sua rede de anúncios, e não demorou muito para o Google anunciar o fim de anúncios publicitários em toda sua rede. Como efeito dominó, Twitter, Microsoft e demais redes também proibiram tais anúncios. E não para por aí, outras mídias utilizadas nas estratégias de performance digital, como Criteo, Taboola e Outbrain, seguiram o mesmo modelo de bloqueio.

A restrição se estende para produtos financeiros não regulados ou especulativos, como opções binárias, mercado de câmbio e contratos diferenciais (CFDs), que segundo as empresas, foi imposta com o objetivo de coibir a disseminação de golpes.

Entenda a proibição do bitcoin

Com a popularização e o crescimento exponencial do bitcoin e outras criptomoedas, consequentemente este mercado se tornou um ambiente suscetível  à proliferação de empresas fraudulentas, que captam recursos no mercado em troca de promessa de retornos garantidos. Desta forma, a proibição dos anúncios diminui a divulgação dessas possíveis fraudes.

O que eu acho sobre isso? Agradeço a colaboração desses gigantes no combate ao que pode se dizer o maior “câncer” deste segmento, os golpistas com promessas para enriquecer rapidamente, ICOs fraudulentas e tentativas de phishing.

O mercado das criptomoedas já é complexo demais para um iniciante conseguir diferenciar uma fraude de uma empresa legítima, e, querendo ou não, os anúncios nestes grandes canais dão credibilidade e ajudam a encher o bolso dos golpistas que cada vez mais lesam pessoas e ameaçam este novo nicho de investimentos.

Mas, e agora? Como corretoras e exchanges idôneas farão para conquistar novos investidores? Já que também não podem anunciar nos canais que detém mais de 60% da visibilidade digital de seu público.

Já dizia o ditado “Mares calmos, não fazem um bom marinheiro”. Será preciso sair da comodidade, pensar fora da caixinha para inovar e conquistar novos clientes.

Onde estão as pessoas das criptos?

Acredito que apesar da limitação, existem ainda muitas opções para obter uma presença online e consistente em diferentes canais e formatos. No entanto, o maior desafio será controlar e equilibrar o custo por aquisição de um novo cliente. Sem os anúncios no Google, que possuem a maior taxa de conversão (métrica importante na análise de campanhas online), embasar as ações somente em canais tornará o custo inviável.

A chave do sucesso será conquistar autoridade oferecendo ao público-alvo conteúdos relevantes, muito além da publicidade puramente comercial e, com isso, obter também posicionamento nos resultados orgânicos do Google com uma excelente estratégia de conteúdo.

Diante disso, aqui fica meu agradecimento a todas as redes e canais que bloquearam a possibilidade de disseminação de golpes que tanto enfraquecem e impedem a evolução do inovador mercado de criptomoedas.

Gabriela Cervantes
Gabriela Cervantes

Gabriela Cervantes, especialista em marketing digital, foco em performance, com 8 anos de experiência no mercado, atuou em mais de 12 marcas de empresas nacionais e multinacionais. Hoje responsável pelas estratégias de performance da Foxbit.